EUA defendem operação na Venezuela em reunião do Conselho de Segurança da ONU
5 Jan, 2026
Os Estados Unidos defenderam nesta segunda-feira (5), durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, a operação militar realizada na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último fim de semana . Segundo o governo norte-americano, a ação teve como objetivo o cumprimento da lei e a responsabilização de Maduro por crimes investigados pela Justiça dos EUA. Na abertura do encontro, representantes norte-americanos afirmaram que Maduro é considerado um fugitivo da Justiça dos Estados Unidos e o responsabilizaram por atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas, além de apontarem supostas irregularidades eleitorais e violações de direitos humanos durante seu governo. Washington sustentou que a operação foi conduzida dentro de parâmetros legais e que o ex-presidente venezuelano responderá às acusações em território americano. Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde compareceram nesta segunda-feira a uma audiência de custódia em um tribunal federal. De acordo com autoridades dos EUA, o casal está detido em uma unidade prisional federal no Brooklyn e será formalmente notificado das acusações nos próximos procedimentos judiciais. Durante a sessão, representantes da Rússia e da China criticaram a ação americana, argumentando que a operação violou princípios do direito internacional e a soberania venezuelana. A Venezuela também condenou a intervenção e solicitou que o Conselho adote medidas contra os Estados Unidos, incluindo a exigência de libertação imediata do presidente capturado e a condenação do uso da força. A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Construção da Paz manifestou preocupação com os impactos da operação na estabilidade regional e defendeu o respeito à Carta das Nações Unidas, ressaltando a importância do diálogo e da preservação da paz internacional. A reunião foi convocada após os ataques realizados na madrugada de sábado (3) em Caracas. Até o momento, o Conselho de Segurança não chegou a um consenso sobre eventuais encaminhamentos ou resoluções relacionadas ao caso.