São Paulo: Casares faz reunião de emergência e debate renúncia
6 Jan, 2026
O presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, convocou uma reunião de emergência na noite de ontem, segunda-feira (5), com os principais diretores do clube e aliados políticos relevantes de sua gestão. O encontro foi marcado após o mandatário ser notificado da publicação de uma reportagem do UOL que trata de uma investigação policial envolvendo seu nome. Segundo a apuração publicada, relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontam que Casares recebeu R$1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Renúncia foi aconselhada De acordo com relatos de participantes da reunião, o presidente do São Paulo revelou o conteúdo da reportagem e foi fortemente aconselhado por aliados a renunciar ao cargo como forma de preservar a instituição e reduzir o impacto político e esportivo da crise. Apesar da pressão, Casares decidiu permanecer no comando, ao menos por ora. Nos últimos dias, o presidente tem afirmado em conversas reservadas que pretende "provar sua inocência" e que estaria sendo alvo de "injustiças". A estratégia, segundo interlocutores, é colaborar com as investigações e apresentar documentos que comprovem a origem dos recursos. Procurado pelo UOL, Casares respondeu por meio de seus advogados, Daniel Bialski e Bruno Borragine. Em nota enviada ao portal, a defesa afirma: "Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira. Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração. Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações — com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais — justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial". Pressão aumenta Na reunião, apoiadores alertaram a Casares que ele poderá perder apoio de correntes importantes que sustentam sua gestão. Existe uma preocupação com a capacidade de governabilidade do presidente após os novos escândalos. O caso segue em apuração e investigação na Polícia Civil, enquanto o ambiente político no clube permanece tenso. Internamente, aliados de Casares avaliam os próximos passos diante da repercussão pública e dos desdobramentos jurídicos esperado