Pesquisadora diz que corrigirá artigo sobre polilaminina
8 Mar, 2026
*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" data-turn-id="request-699ef49b-71b4-8333-a547-b30ccd031856-2" data-testid="conversation-turn-176" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirmou neste sábado (7.mar.2026) em entrevista ao G1 que fará correções no artigo científico sobre os primeiros testes em humanos com polilaminina, substância investigada para tratar lesões na medula espinhal. O estudo foi divulgado em fevereiro de 2024 como pré-print –versão preliminar de um trabalho científico divulgada antes da revisão por pares. Segundo ela, a nova versão terá ajustes técnicos e mudanças na apresentação dos resultados.A polilaminina é uma proteína derivada da laminina, molécula presente nos tecidos do corpo humano e associada ao suporte das células. A hipótese do tratamento é que a substância, ao ser aplicada na medula lesionada, possa estimular a regeneração de conexões nervosas. A pesquisa foi conduzida na Universidade Federal do Rio de Janeiro ao longo de cerca de duas décadas e iniciou testes em 8 pacientes humanos em 2018.A pesquisadora ganhou destaque no início de 2026 ao conceder entrevistas ao lado de Bruno Drummond, participante do estudo que voltou a andar após lesionar toda a cervical em um acidente de carro. O estudo preliminar analisou 8 pacientes: 4 tiveram melhora parcial, 3 morreram e 1 caso, o de Drummond, apresentou melhora total.Sampaio afirmou que o pré-print original tinha problemas de redação e de apresentação de dados. Um dos erros citados envolve um gráfico em que informações de um paciente que morreu 5 dias depois do procedimento apareciam como se houvesse acompanhamento por cerca de 400 dias. “Foi um erro de digitação”, disse a pesquisadora.A 1a versão corrigida do artigo foi submetida a periódicos científicos, como a editora Springer Nature e o Journal of Neurosurgery, mas foi rejeitada. Sampaio afirmou que prepara uma nova versão para submissão e que o texto não será divulgado publicamente antes de ser aceito por uma revista científica.O QUE É A POLILAMININAA polilaminina é a versão sintetizada em laboratório da laminina, proteína que o corpo humano produz em grandes quantidades durante a fase embrionária e que é extraída de placentas.Em termos mais simples, a laminina atua na organização e no crescimento de tecidos neuronais, em especial dos axônios –“pontes biológicas” que permitem que impulsos elétricos circulem entre um neurônio e outro ou até um músculo. A transmissão elétrica é interrompida quando há uma lesão medular.Se comprovada eficaz, a polilaminina, ao ser injetada no espaço onde houve o rompimento dos tecidos, permitirá “recriar” a ponte entre os neurônios localizados acima e abaixo da lesão. Assim, eles voltariam a se comunicar e restabeleceriam o fluxo de impulsos elétricos que comandam movimentos e sensações e transmitem informações como dor, temperatura e toque.O medicamento ainda não possui registro e está na fase 1 do estudo clínico, liberado em 5 de janeiro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Para ter acesso ao tratamento, pacientes têm recorrido à Justiça.