Meta prioriza EUA e suspende estreia dos óculos Ray-Ban em outros países

admin
7 Jan, 2026
A Meta anunciou oficialmente nesta terça-feira (6), durante a CES 2026 em Las Vegas, que decidiu adiar o lançamento mundial dos óculos Ray-Ban Display devido à forte demanda nos EUA e ao estoque limitado. A gigante das redes sociais optou por suspender a expansão prevista para o Reino Unido, França, Itália e Canadá para priorizar o atendimento de pedidos no mercado norte-americano. A medida ocorre por meio de uma reavaliação estratégica após o interesse massivo do público pelo novo vestível inteligente.Originalmente, a empresa planejava que seus óculos de realidade aumentada chegassem a outros territórios já no início deste ano. Entretanto, o sucesso absoluto das versões anteriores e o impacto gerado pelas novas funcionalidades criaram um gargalo na produção que impossibilitou o cumprimento do cronograma global. A Meta afirmou que prefere focar em satisfazer a clientela doméstica antes de abrir novas frentes de venda, evitando frustrar consumidores internacionais com prazos de entrega irreais.Leia mais:“Caro demais”: Meta adia projeto importante de realidade mista para 2027Alibaba entra no mercado de hardware ao lançar óculos inteligentes com IALenovo revela óculos inteligentes AI V1 com armação mais leveDescompasso entre oferta e demandaO interesse gerado pelo produto superou as projeções mais otimistas da companhia e de sua parceira, a EssilorLuxottica. Atualmente, as listas de espera para garantir uma unidade do dispositivo já se estendem até 2026, tornando a situação logística um desafio sem precedentes para a big tech. “Desde o lançamento no outono passado, temos visto um interesse enorme e, como resultado, as listas de espera do produto agora se estendem até 2026”, destacou a empresa em comunicado oficial publicado em seu blog.Para os consumidores nos Estados Unidos, o acesso ao acessório já é restrito e exige paciência. Não é possível realizar a compra de forma direta e simples pela internet; os interessados precisam agendar uma demonstração presencial em lojas selecionadas, como Best Buy e LensCrafters. Esse processo de venda controlada visa garantir a melhor experiência de uso, mas também serve para gerenciar o fluxo de um hardware que ainda possui um ritmo de fabricação complexo e artesanal em escala industrial.Inovações tecnológicas e realidade aumentadaO modelo Ray-Ban Display, comercializado por US$ 799 (aproximadamente R$ 4.290,63 na cotação de R$ 5,37), é o primeiro da linha a contar com uma tela de exibição frontal integrada. Além do display, ele traz um conjunto robusto de câmeras, alto-falantes estéreo e seis microfones que permitem interações avançadas com inteligência artificial. Muitas dessas tecnologias foram detalhadas durante a apresentação oficial da linha Ray-Ban Display de segunda geração e outros vestíveis da marca.Divulgação/MetaOutro componente essencial para o funcionamento do sistema é a Meta Neural Band, uma pulseira que rastreia os movimentos dos dedos para controlar a interface sem a necessidade de toques físicos nas hastes. Essa inovação coloca o vestível em um patamar superior aos modelos convencionais de áudio. Mesmo com o adiamento, o mercado brasileiro segue atento às movimentações, observando a recepção dos óculos Ray-Ban Meta e seu impacto no mercado internacional como termômetro para uma futura disponibilidade local.Atualizações reveladas na CES 2026Durante a CES 2026, a Meta demonstrou que o desenvolvimento de software para o dispositivo continua em ritmo acelerado, mesmo com as limitações físicas de estoque. A empresa revelou recursos que prometem transformar os óculos em uma ferramenta de produtividade ainda mais versátil para os usuários:Modo Teleprompter: permite que o usuário leia roteiros ou anotações diretamente nas lentes enquanto grava conteúdos, com o controle da rolagem do texto realizado pela pulseira neural.Navegação AR Expandida: o sistema de navegação para pedestres recebeu suporte para cidades como Denver, Las Vegas, Portland e Salt Lake City, alcançando um total de 32 localidades.Integração por Gestos: aprimoramento da Meta Neural Band para permitir uma navegação mais fluida pela interface sem depender de comandos de voz em ambientes barulhentos.Desafios de produção e privacidadeA EssilorLuxottica trabalha para acelerar a produção, mas a complexidade de inserir micro-displays em armações clássicas ainda limita a oferta global. Além disso, o adiamento permite à Meta refinar políticas de privacidade e luzes de sinalização, adequando o software às rigorosas leis de proteção de dados europeias e canadenses antes da estreia oficial. Esse tempo extra deve garantir que o produto chegue aos novos mercados com uma infraestrutura de suporte e segurança muito mais robusta.Conteúdo Relacionado Novo ultrafino!Motorola Signature é o ultrafino que vai salvar a categoria? + Prévia do Razr FoldVia: engadget