Quem é a sensação do Inglês que deve fazer Bellingham ser reserva na Copa?
8 Jan, 2026
É bem possível que você tome um susto e fique sem entender nada quando ligar a televisão ou celular para assistir a um jogo da Inglaterra na Copa do Mundo-2026 e se deparar com Jude Bellingham sentado no banco de reservas. Faltando cinco meses para a bola rolar na América do Norte, o astro do Real Madrid, que até já foi terceiro colocado em uma edição da Bola de Ouro de melhor jogador do mundo, não tem lugar na escalação idealizada por Thomas Tuchel. E nada indica que essa situação esteja para mudar. O culpado por transformar um dos meias mais celebrados da atualidade em opção para o segundo tempo do English Team é um jogador que nem defende um daqueles times da prateleira mais alta do futebol mundial, mas que está "comendo a bola" na Premier League. Aos 23 anos, Morgan Rogers é uma das sensações do campeonato nacional número um do planeta. Ele marcou sete gols e deu quatro assistências nas 20 primeiras rodadas do Inglês e é o principal responsável por colocar o Aston Villa na disputa com Arsenal e Manchester City por um título que não ganha desde o começo da década de 1980. O jogador, que era das categorias de base do Manchester City e precisou buscar oportunidades em outros lugares por falta de espaço com Pep Guardiola, transformou-se na primeira opção de Tuchel para a posição de "camisa 10" da seleção durante as eliminatórias. Rogers aproveitou a brecha dada pelos problemas físicos enfrentados por Bellingham e Cole Palmer (Chelsea), além da queda de rendimento experimentada por Phil Foden (Manchester City), para pegar para si a vaga no time. A Inglaterra com o meia-atacante do Aston Villa no papel de principal armador deu tão certo (são 14 vitórias nos últimos 16 jogos), que agora ficou quase impossível tirá-lo da equipe para colocar novamente algum dos seus companheiros mais famosos. E como Tuchel já deu a dica de que não pretende ficar improvisando jogadores fora das suas posições ideais, é bom já se acostumar com a ideia de um banco inglês com Bellingham, Palmer, Foden e também Eberechi Eze (Arsenal). Rival nas quartas Caso ingleses e brasileiros cumpram o que se espera deles e passem pela primeira fase na liderança das suas respectivas chaves, eles se encontrarão em um confronto de quartas de final, em 11 de julho, em Miami. Quarto colocado no ranking da Fifa, o English Team está no Grupo L do Mundial. Ele estreia na competição contra a Croácia, no dia 17 de junho, em Arlington, nos arredores de Dallas. Depois, ainda terá pela frente Gana e Panamá na etapa classificatória. De todas as seleções campeãs mundiais, a Inglaterra é a segunda que vive o maior jejum. Seu único título foi conquistado em 1966, ou seja, 60 anos atrás. Somente o Uruguai, na fila há 76 anos, espera por uma nova taça há mais tempo. A maior Copa de todas A Copa-2026 será a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, terá seus jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, Estados Unidos e México. Também estabelecerá novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 dos últimos sete Mundiais), jogadores inscritos (a tendência é que passem de 1.200) e partidas disputadas (104). O pontapé inicial do torneio está marcado para 11 de junho e será dado no estádio Azteca, na Cidade do México, com a partida entre a seleção da casa e a África do Sul. Já a final, será nos EUA, em Nova Jérsei, no dia 19 de julho.