Palmeiras bate o Novorizontino e comemora título do Paulistão
9 Mar, 2026
O maior jejum de títulos do Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira terminou neste domingo (8). Após dois anos do título do Paulistão contra o Santos, os palmeirenses venceram o Novorizontino por 2 a 1 e foram campeões estaduais pela 27a vez. Na ida, a equipe paulistana venceu por 1 a 0. Em noite de muita chuva em Novo Horizonte, Murillo abriu o placar e Mateus Bianqui empatou para os donos da casa. Coube a Vitor Roque decidir a partida e marcar o segundo para anular o risco de disputa de pênaltis, que seria necessária caso o time do interior vencesse por um gol de diferença. Os dois times entraram em campo com novidades. Do lado mandante, Rômulo foi escalado por Enderson Moreira. No jogo de ida, ele não atuou. Abel, por sua vez, escalou Jhon Arias, principal reforço do clube para a temporada, como titular pela primeira vez. Apesar da boa qualidade do gramado, o campo muito molhado atrapalhou a qualidade da partida. A chuva não estava tão forte quanto antes da partida, mas continuou em menor intensidade ao longo do primeiro tempo. Na bola parada, o Palmeiras encontrou o caminho para abrir o placar após cobrança de falta que terminou em chute na trave efetuado por Marlon Freitas e gol de Murillo no rebote. O time de Abel tentava acelerar jogadas, sem muito sucesso, até marcar o gol, quando esse tipo de ação passou a ser menos frequente. Em rotação mais baixa, passou a dar mais espaços ao Novorizontino. Uma falha de Carlos Miguel, que não conseguiu segurar a bola em um lance na pequena área e a deixou passar entre as pernas, permitiu que Mateus Bianqui empurrasse a bola para o gol vazio para empatar. A torcida novorizontina, desanimada até o gol de empate, reacendeu e empurrou o time para seu melhor momento no jogo, com muita presença ofensiva, apostando em lançamentos dentro da área. O resultado dos lances nem sempre era o melhor, mas o ímpeto ao menos concentrava o Palmeiras no campo de defesa. Basicamente, os palmeirenses corriam atrás da bola e abusavam dos chutões para tentar se livrar da pressão. Quando conseguiu voltar ao campo de ataque, já nos últimos minutos do primeiro tempo, o time paulistano parou em defesa milagrosa de Jordi para evitar gol de cabeça de Marlon Freitas. O segundo tempo começou truncado, com excesso de faltas e pouca bola rolando. O Palmeiras vivia alguns momentos em que ocupava o campo de ataque, mas havia dificuldade em acelerar as jogadas. Vitor Roque era a principal arma para quebrar as linhas, enquanto se sentia a falta de uma participação mais ativa de Arias, que levou perigo ao goleiro Jordi em uma das raras vezes que se aproximou da área. A tensão que ganhava força desde o gol de empate dos donos da casa se dissipou aos 16 minutos, quando Arias dividiu com Jordi ao receber lançamento e a bola sobrou para Vitor Roque mandar para a rede. A partir daí, o abalado Novorizontino pouco conseguiu fazer para desafiar os palmeirenses e ainda mostrou nervosismo, com jogadas que passaram do ponto e irritaram os adversários. Ao longo dos sete minutos de acréscimos, apenas gritos alviverdes de “é campeão”. (do Estadão Conteúdo)