UE manda X preservar dados do Grok após alerta de imagens ilegais
8 Jan, 2026
Reprodução/ Wikimedia Commons Grok, inteligência Artificial de Elon Musk A Comissão Europeia , órgão executivo da União Europeia , determinou que a rede social X , controlada por Elon Musk , mantenha armazenados todos os documentos internos e dados ligados ao chatbot de inteligência artificial Grok até o final de 2026. A decisão ocorre em meio a fortes críticas ao uso da ferramenta para gerar imagens sexualizadas de mulheres e crianças. As informações são da AFP. O Grok, que é oferecido gratuitamente aos usuários da plataforma, passou a ser alvo de questionamentos após relatos de que a IA estaria sendo utilizada para modificar fotos reais, criando conteúdos de nudez ou com pouca roupa sem consentimento. Internet Elon Musk Na última segunda-feira, a Comissão Europeia classificou esse tipo de material como ilegal e “horrível”, reforçando a gravidade do problema. Segundo o porta-voz do órgão, Thomas Regnier, a medida amplia uma ordem já enviada ao X no ano passado, relacionada ao funcionamento dos algoritmos da plataforma e à propagação de conteúdo ilícito. A exigência, explicou ele, tem caráter preventivo. “Estamos dizendo à empresa para preservar seus documentos internos, não descartá-los, porque existem dúvidas sobre o cumprimento das regras e precisamos ter acesso a esse material, se necessário” , afirmou. Regnier ressaltou que a decisão não representa, neste momento, a abertura de uma nova investigação formal contra a rede social com base na Lei de Serviços Digitais (DSA), que estabelece obrigações rigorosas para grandes plataformas que operam no bloco europeu. A preocupação, no entanto, não se limita à União Europeia. Autoridades reguladoras de países como Reino Unido, França, Índia e Malásia também avaliam investigar o X por causa da circulação dessas imagens, de acordo com informações da agência AFP. Um levantamento citado pela Bloomberg aponta a dimensão do problema. Entre os dias 5 e 6 deste mês, a inteligência artificial da plataforma teria gerado cerca de 6.700 imagens por hora classificadas como sexualmente sugestivas ou contendo nudez. O estudo foi realizado pela pesquisadora de mídias sociais e deepfakes Genevieve Oh. Como começou a polêmica envolvendo o Grok A controvérsia teve início após o lançamento e a popularização do Grok dentro do X, quando usuários passaram a testar os limites da ferramenta de geração de imagens. Em pouco tempo, começaram a circular exemplos de fotos adulteradas por IA, muitas delas envolvendo mulheres e até menores de idade, o que gerou indignação pública e alertas de especialistas em segurança digital. Leia também Lula veta PL da dosimetria, que beneficia condenados do 8/1 Ricardo Lewandowski anuncia saída do Ministério da Justiça "Avótar": criança pinta de azul rosto da avó durante sono Organizações de defesa de direitos e autoridades passaram a cobrar explicações da empresa de Elon Musk, questionando a ausência de barreiras eficazes para impedir o uso abusivo da tecnologia. Desde então, o Grok vem sendo associado a debates globais sobre deepfakes, exploração de imagem e a responsabilidade das plataformas no controle de conteúdos criados por inteligência artificial.