Em nada divertido: cineasta sueco, em sátira, alerta para autoritarismo

admin
9 Jan, 2026
Fique por dentro das notícias que importam para você! Alguns dados pesam e trazem muita visibilidade para o thriller político (com irremediável tom cômico) . Há dez anos, o cineasta do longa, Tarik Saleh, foi expulso do Egito administrado pelo tirânico Abdel Fattah el-Sisi, mantido mediante aparelhamento militar. Candidato pela Suécia, ao Oscar internacional — depois de selecionado para o , o filme retrata a escalada de bajulação em torno do ator George Fahrny (Fares Fares, presente em comédias como e ), ao tempo em que ele é escolhido para interpretar um autocrata egípcio. Há uma cena, em frente a uma maquete, que traz toda a futilidade e a suposta legitimidade de uma vida encenada e que sustente as autoridades de araque que pontuam o (a cargo do diretor e de Magdi Abdelhadi), algo humorado, apesar de assentado no suspense. Entre as deturpações da realidade, num jantar há quem defenda a tese de que Shakespeare teria nascido em Bagdá. Discutível , legiões de fãs (de George, o personagem) e muitas ações subterrâneas (a favor da estrutura tirânica) se misturam, num enredo que faz lembrar algo do premiado (2006). Além dos problemas com o filho Ramy (Suhaib Nashwan) e das acrobacias com as amantes Donya (Lyna Khoudri) e Suzanne (Zineb Triki), George vê todo o seu domínio (diante da influência no pesado e estratégico contexto do audiovisual) ruir, num roteiro que cita indiretamente a setentista Guerra do Yom Kippur (que acirrou a crise do petróleo — num diálogo contemporâneo). Livramentos e constantes vigilâncias trazem os elementos mais tensos. Repórter e crítico de cinema do Correio, há 28 anos, fica na sala até o fim, para fazer valer todo e qualquer ingresso. Regido por Júpiter e por avaliações em três pês: público, proposta da obra e ponderação.