Justiça torna réus acusados de matar ex-diretor de empresa de ônibus

admin
9 Jan, 2026
A Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) contra o ex-diretor da Transunião Jair Ramos Freitas, 53, o Cachorrão, e Devanil Souza Nascimento, 49, o Sapo, acusados de matar o ex-diretor financeiro da empresa de ônibus, Adauto Soares Jorge, 52. A vítima foi morta a tiros em 4 de março de 2020 dentro do estacionamento de uma padaria no bairro do Lajeado, na zona leste paulistana. Câmeras de segurança registraram a ação. A Transunião, localizada no Itaim Paulista, também na zona leste de São Paulo, passou a ser investigada pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento com integrantes da liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo o MP-SP, Cachorrão foi identificado por dados técnicos (rastreamento de celular/posicionamento geográfico) e registros biométricos como o executor dos disparos, enquanto Sapo atuou de forma decisiva na condução da vítima à emboscada e no monitoramento logístico do crime. A denúncia diz que Adauto "desviou vultosos valores da Transunião e não repassou o dinheiro ao PCC", desagradando assim os líderes da organização criminosa e essa foi a motivação do crime. O MP-SP requereu a prisão preventiva de Cachorrão e Sapo, mas o juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1a Vara do Júri da Capital, indeferiu o pedido. Inquérito contra petista é arquivado O magistrado também determinou o arquivamento do inquérito policial contra outros três investigados pelo homicídio, um deles o ex-vereador Senival Moura (PT). Senival era amigo de Adauto. Sapo era motorista do ex-vereador e foi ele quem dirigiu o veículo que levou Adauto até o estacionamento onde ocorreu a emboscada, conforme o MP. Os outros dois beneficiados com o arquivamento do processo são Lourival França Monário, ex-presidente da Transunião, e Leonel Moreira Martins, ex-supervisor da empresa. Outro lado Em nota, Anderson Minichillo, advogado de Jair, disse que o cliente não participou do crime, sempre colaborou com as autoridades, não obstruiu provas e que por tais motivos, acertadamente, a Justiça indeferiu o pedido de prisão dele. A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Devanil. O espaço permanece aberto para manifestações. O texto será atualizado assim que houver um posicionamento dos defensores dele. O Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) investigava a Transunião desde 2020 por suspeita de envolvimento da diretoria da empresa na lavagem de dinheiro do PCC.