Denúncia de Mello Araújo sobre tentativa de golpe amplia mal-estar com Nunes
15 Mar, 2026
O fato de o vice-prefeito de São Paulo , o coronel Ricardo Mello Araújo (PL), ter registrado dois boletins de ocorrência sem ter comunicado ao prefeito Ricardo Nunes ( MDB ) causou embaraços entre os dois. Na manhã de segunda-feira (9), Araújo afirmou à polícia que teve o celular furtado e foi alvo de uma campanha para caluniá-lo em razão do seu trabalho de apurar possíveis ilicitudes na prefeitura, com exonerações de servidores. Nunes disse que só tomou conhecimento das ocorrências ao ler o Painel, na noite de segunda-feira. No mesmo dia, o prefeito tentou falar com o seu vice sobre o tema, mas Araújo não atendeu o telefonema. A tarde desta sexta (13), ambos não tocaram no assunto. Interlocutores do prefeito sugeriram para Araújo que ele deveria ter comunicado ao prefeito, sob o argumento de que qualquer suspeita contra alguém do governo também deve ser apurada internamente. A forma como Araújo descreveu o caso nos boletins estaria colocando toda a prefeitura sob suspeita. Araújo disse, ao Painel que "a verdade vai aparecer se Deus quiser". No boletim de ocorrência, o vice escreveu que ficou sabendo que pessoas —sem mencionar quantas e quais— foram contratadas para grampear o seu celular e abrir uma conta corrente em seu nome no Uruguai. Tal conta, disse ele, receberia depósitos de uma empresa de ônibus. "Com a finalidade de desmoralizar minha imagem, devido às minhas atitudes de depurações e exonerações que estamos fazendo na Prefeitura de São Paulo", relatou Araújo, no boletim. "A ideia seria divulgar para a imprensa, passando a imagem de corrupto desmoralizando a imagem deste vice-prefeito", prosseguiu. Nunes também pontua, publicamente, que Araújo teve o seu celular furtado no dia 1o, durante protesto ao presidente Lula (PT) e aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) , mas só registrou o boletim no dia 9.