Governo Lula dá "bola fora" e ameaça Transparência Internacional com investigação da PF
10 Jan, 2026
O HUMOR DO PRESIDENTE Tão logo retornou do "retiro" de Ano Novo, o presidente Lula da Silva (PT) foi informado de que o Instituto Quaest estava colocando seus pesquisadores em campo, a partir da quinta-feira (8), para o primeiro levantamento do ano. O tema: eleições presidenciais de outubro, conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral. "UMA PINGA" O instituto pretende ouvir 2.004 eleitores e gastar R$ 465 mil. Como se diz no interior, "é dinheiro de uma cachaça": "uma merreca". O custo é de R$ 232,03 por entrevista. A quem a primeira pesquisa agradará? ACORDO DEPENDE DO CONGRESSO No Pantanal, os tropeiros, quando estão "tocando" o gado, param à noite para descansar e escutam histórias e fatos, tocam viola e tomam muito tereré (infusão de erva-mate com água fria). Depois de cada "causo", o comissário — o chefe da comitiva — grita e todos repetem: "Só acredito vendo". DESCONFIANÇA PANTANEIRA Presidente da Comissão de Relações Exteriores, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que a análise do acordo entre o Mercosul e a União Europeia "tem tudo para ser votada ainda no primeiro semestre", dependendo apenas da prioridade que os senadores derem ao tema. "Não podemos nunca perder uma oportunidade tão importante como esta. Não vamos deixar esse trem passar". COM GOSTO DE GÁS Como se em algum momento a oposição já tivesse acenado a bandeira branca para o lado do Planalto — coisa que não acontece — o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), reclamou do governo pelo veto ao projeto da Dosimetria, dizendo que "quando o Executivo veta o equilíbrio, escolhe o conflito institucional". Queria o quê? BOLA FORA A Transparência Internacional, uma das mais respeitadas organizações não governamentais, encaminhou carta ao governo brasileiro manifestando "extrema preocupação" com as tentativas do governo brasileiro de "deslegitimar o trabalho por meio de acusações infundadas e declarações de motivação política". AMEAÇA VELADA O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, foi o destinatário da correspondência assinada por François Valérian, a propósito de um estudo da sucursal brasileira da ONG que apontou falhas de transparência no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ministro tinha divulgado uma nota, no início da semana, respondendo ao levantamento da Transparência Internacional e afirmando que a organização estaria sendo investigada pela Polícia Federal. CAFÉ APRUMADO, MÚSICA TRONCHA Prepare o bolo e encham os balões, pois o multi-instrumentista Henrique Albino está soprando as velinhas. Trazê-lo ao Café & Conversa para falar de um dos seus projetos mais marcantes, porém, não é mera coincidência. "Música troncha é um conceito que eu inventei e pode significar a música que desafia quem compõe, quem interpreta e quem escuta", diz Henrique. — Eu sou uma pessoa que raramente toma café porque tenho uma gastrite crônica — conta. Mas Henrique Albino sempre presenteia com cafés especiais a esposa, Surama Ramos; esta sim, uma exímia bebedora de café. Henrique Albino é o entrevistado do Café & Conversa, na Rádio Jornal, neste sábado, às 10h40. Tem cada história! Inclusive, vamos apresentar uma das músicas compostas para o Carnaval deste ano: Frevo Macuco. É uma "tronchura". Não perca! PENSE NISSO! Na ponta do lápis, este último ano legislativo na Câmara dos Deputados e para dois terços dos senadores será puxado — caso o comando do Congresso Nacional assim decida — ou vai ser um "vai na valsa", e a versatilidade de justificativas estará à toda prova. O Congresso retoma as atividades em 2 de fevereiro; duas semanas depois, já estaremos no Carnaval. Retornam apenas na última semana, ainda organizando a pauta. Em março, teremos apenas três semanas úteis. Os parlamentares devem priorizar a PEC da Segurança Pública e nada mais. Vem a janela partidária e a pré-campanha até terminar o semestre. Não sei não, mas com muita boa vontade, se deputados e senadores votarem mais de um projeto importante — além da PEC da Segurança — o milagre da multiplicação das boas causas dará o que falar. O calendário é enforcado. Pense nisso!