Análise: Decisão de Gilmar Mendes irrita comando de comissões

admin
19 Mar, 2026
A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a quebra de sigilo do Fundo de Investimento Arleen, investigado pela CPI do Crime Organizado, seguiu um precedente recente aberto pelo ministro Flávio Dino. Dino havia anulado a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, argumentando que não se pode aprovar requerimentos de quebra de sigilo em bloco, pelo “olhômetro”, como definiu o magistrado. Segundo essa interpretação, é necessário que cada requerimento seja aprovado individualmente na “peneira” das comissões parlamentares. “É mais uma decisão que irrita muito o comando dessas comissões. Não custa a gente lembrar que o próprio Gilmar Mendes já tinha adotado uma decisão anterior também em relação à quebra dos sigilos de Lulinha”, destacou a analista de política Isabel Mega, durante o Bastidores CNN desta quinta-feira (19). Viana nega irregularidades e diz que irá explicar a Dino repasse de emendas Arleen, Maridt e Tayayá: conheça as peças do quebra-cabeça no Caso Master CPMI aprova convites para ouvir Galípolo e Campos Neto sobre caso Master Na ocasião, o ministro pediu destaque , levando o caso para análise no plenário físico do Supremo Tribunal Federal, ainda sem data marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. “Hoje é uma decisão nova em relação à CPI do Crime Organizado, mas é o mesmo objeto, a linha de argumentação é muito similar a de Flávio Dino”, afirmou Mega. Além de Gilmar Mendes, o ministro Flávio Dino emitiu outra decisão nesta quinta, analisando a destinação de emendas do presidente da CPMI do INSS , Carlos Viana (Podemos-MG), o que aumentou a temperatura na relação entre os Poderes. “O Supremo está reagindo também, está querendo dar as suas cartas”, observou a analista. A analista apontou que a decisão do ministro Gilmar Mendes ocorre em um momento de particular tensão entre as instituições, agravada pelo caso Master. “O Supremo está sangrando com isso. A classe política está sangrando com isso. Querendo ou não, o Planalto tem potencial também para eventualmente sangrar com isso”, explicou. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, reagiu com dureza à decisão de Gilmar Mendes. Em posicionamento enviado à CNN, o parlamentar afirmou que Gilmar Mendes “ressuscitou um processo para sequestrar uma relatoria e firmar um muro de proteção”, anulando a quebra de sigilo do fundo Arleen, “operado pela organização criminosa Banco Master para fazer pagamentos a terceiros”. Vieira ainda mencionou que já havia feito alertas sobre essa possibilidade no plenário do Senado Federal. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN . Clique aqui para saber mais .