Vídeo mostra tenente-coronel preso por feminicídio brigando com funcionários de condomínio em SP
20 Mar, 2026
Gerando resumo Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie. Vídeo mostra tenente-coronel preso por feminicídio brigando com funcionários de condomínio Geraldo Neto é suspeito de matar a mulher e alterar cena do crime para forjar que ela teria cometido suicídio. Crédito: PMSP O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da mulher dele, a soldado Gisele Alves Santana, foi filmado brigando com funcionários do condomínio onde morava, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O Estadão teve acesso às imagens com pessoas ligadas à investigação. A autoria e a data da gravação, entretanto, não foram informadas. No registro, o tenente-coronel discute por conta de supostos problemas no controle de entrada e saída de visitantes no local. As imagens mostram Geraldo alterado, berrando com os funcionários, falando de forma ofensiva e intimidadora. Tal comportamento também aparece destacado na denúncia oferecida pelo Ministério Público e aceita pela 5a Vara do Júri de São Paulo. Em mensagens extraídas do celular de Geraldo e enviadas a Gisele, ele diz ser “macho alfa provedor” e exigia que a companheira fosse “fêmea beta obediente e submissa”. “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa – Com amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa. Como toda mulher casada deve ser”. De acordo com o MP, “tais mensagens, dentre tantas outras acostadas aos autos, revelam um comportamento machista, agressivo, possessivo, manipulador e autoritário”. A defesa de Geraldo Neto afirma que informações e interpretações da “vida privada” do tenente-coronel estão sendo divulgadas “por meio de conteúdos descontextualizados” e que atingem a honra e a dignidade do policial militar. O tenente-coronel foi preso após decisão da Justiça Militar no âmbito de uma investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Pela Polícia Civil, ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual. Segundo a promotoria, as mensagens indicam um relacionamento conturbado e marcado por violência, e apontam que o desejo da separação não teria partido do tenente-coronel - mas, sim, da própria Gisele. “Tais sinais evidenciam o perigo da liberdade do denunciado, que irá a todo custo tentar manipular a prova, alterar verdades, influenciar testemunhas, tudo para que sua versão dos fatos prevaleça”. Conforme descrito em decisão do Tribunal de Justiça Militar, durante uma discussão em 18 de fevereiro na residência do casal — um apartamento localizado no Brás, região central de São Paulo —, o tenente-coronel teria imobilizado Gisele por trás com a mão esquerda, segurado a região da mandíbula dela e, com a mão direita, efetuado um disparo contra a têmpora da vítima. Além disso, segundo as autoridades, há indícios de que o tenente-coronel também teria alterado a cena do crime após o disparo para simular um suicídio. A defesa de Geraldo alega que Gisele atentou contra a própria vida após Neto informar que queria a separação.