Gilmar critica uso de “clamor social” para justificar prisão de Vorcaro
20 Mar, 2026
O ministro Gilmar Mendes , do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou, nesta sexta-feira (20), o uso do “clamor social” para justificar a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro , dono do Banco Master. Para Gilmar, “quaisquer alusões a sentimento social, clamor popular ou repercussão da prática delitiva não se prestam a justificar [...] a decretação de prisão preventiva ” . O ministro também fez duras críticas à fundamentação adotada para a decretação das prisões de envolvidos no caso. Gilmar depositou seu voto no plenário virtual da Segunda Turma do Supremo na noite de hoje. Em sua justificativa, o magistrado afirmou que fundamentar a medida contra Vorcaro na “necessidade de pacificação social por meio da criação de um sentimento na sociedade” não pode servir como base para medidas cautelares. Leia Mais Brasília vê como certa delação de Vorcaro após troca de advogado Mendonça manda transferir Vorcaro para presídio federal em Brasília Vorcaro chega a Brasília e ficará preso em Penitenciária Federal Apesar das ressalvas, o ministro entendeu que há elementos concretos que justificam a manutenção das prisões . “Dito isso, antecipo que, a meu ver, existem razões para referendar a decisão do eminente relator. Existem fatores que justificam a prisão preventiva dos acusados para evitar que, soltos, possam atuar para prejudicar o bom andamento das investigações” , escreveu. Com o posicionamento, a Segunda Turma da Corte alcançou unanimidade no julgamento. A maioria já havia sido formada logo após a abertura do plenário virtual, na ùltima sexta-feira (13), com os votos de Nunes Marques e Luiz Fux acompanhando o relator, André Mendonça . Com voto de Gilmar, STF tem unanimidade para manter prisão de Vorcaro | HORA H Transferência Daniel Vorcaro foi transferido na quinta-feira (19) para a Superintendéncia da PF em Brasília . A transferéncia foi determinada pelo ministro André Mendonça , relator do caso no STF. O magistrado chegou a conceder ao ex-banqueiro o direito de se comunicar com seus advogados sem ser gravado, mas o contato seguiu limitado devido às exigéncias da penitenciária federal. Agora, como mostrou a CNN Brasil , o ex-banqueiro já assinou com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade . A assinatura representa a primeira etapa para firmar um acordo de colaboração premiada . Caso Master: Vorcaro foi transferido de helicóptero para a Superintendência da PF | HORA H *Sob supervisão de Lucas Schroeder