Cláudio Castro marca para amanhã renúncia ao cargo de governador do RJ
22 Mar, 2026
Resumo Cláudio Castro (PL) vai renunciar ao cargo de governador do Rio de Janeiro amanhã, na véspera da retomada do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode torná-lo inelegível por oito anos. O que aconteceu Uma cerimônia de encerramento do governo está marcada para as 16h30 desta segunda-feira, no Palácio Guanabara. A informação foi publicada primeiramente pelo Globo e confirmada pelo UOL. A reportagem apurou que a decisão de renunciar ao cargo vinha sendo debatida internamente desde o início da semana. Estratégia de Castro mudou após ação do adversário Eduardo Paes. A ideia inicial do governador era renunciar na sexta passada, sem alarde, via Diário Oficial. A decisão foi alterada depois de Eduardo Paes (PSD) ter feito uma cerimônia de transmissão de cargo na prefeitura da capital. A renúncia de Castro ao governo do RJ é diferente da transmissão de cargo de Paes. A reportagem apurou que o político do PL pretende que a ação contra ele no TSE perca o objeto, já que ele não será mais o governador. Assim, pretende ser o candidato bolsonarista do Rio ao Senado nas eleições deste ano. O ex-secretário estadual de Cidades Douglas Ruas é o pré-candidato do PL ao governo do Rio. Castro responde por abuso de poder político, econômico e conduta proibida a agentes públicos na campanha de 2024. Ele e o vice eleito, Thiago Pampolha, que atualmente é conselheiro no TCE (Tribunal de Contas do Estado), foram acusados pelo MPE (Ministério Público Eleitoral). A denúncia aponta irregularidades na contratação de pessoas pela Fundação Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro). Placar no TSE está 2 a 0 pela cassação de Castro e para torná-lo inelegível. O tribunal retoma o julgamento nesta terça, após o ministro Kassio Nunes Marques ter pedido vista há duas semanas. A ação trata de um esquema de cargos secretos revelado em série de reportagens do UOL. Além de Castro e de Pampolha, há outros 11 réus na ação, incluindo o deputado Rodrigo Bacellar (União), que chegou a ser preso em outra operação e se encontra afastado da presidência da Alerj. Há indícios de que as contratações foram usadas para fins políticos. O presidente do TJ (Tribunal de Justiça) será o governador do Rio interinamente — já que Castro está sem vice. Quem assume é o desembargador Ricardo Couto. Ele deve convocar uma eleição indireta para que os deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) elejam o novo governador, que ficará à frente do Palácio Guanabara até janeiro. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.