Bracks avalia técnicos da história do Galo e revela quem não deixou saudade
23 Mar, 2026
Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG, comentou a passagem de treinadores estrangeiros pelo clube e afirmou que a presença de técnicos de fora no comando do time é um fenômeno relativamente recente. Durante entrevista ao programa CNN Esportes S/A deste domingo (22), o dirigente disse que nem todas as passagens deixaram boas lembranças. Leia Mais CBF divulga datas e horários da quarta fase da Copa do Brasil; veja tabela Atlético-MG vai presentear torcida com 10 mil ingressos; entenda Everson se pronuncia após briga em Cruzeiro x Atlético-MG: "Nada justifica" A gente ouve muitas histórias ali dentro de treinadores que não deram certo, o período foi curto e que algumas diretrizes internas de cultura nossa foram mudadas de forma abrupta, o que gera sempre um desconforto. Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG Um dos nomes abordados foi Rafael Dudamel, venezuelano que comandou a equipe mineira por apenas 10 jogos. “Teve o Dudamel, que ficou pouco tempo e não deixa muitas saudades lá dentro do CT. (...) A gente ouve algumas algumas histórias ali dentro que foi um pouco do desconhecimento também da parte do corpo técnico de chegar aqui no Brasil, e isso pesa para alguns, não entender como que funciona o futebol brasileiro. (...) Então, do outro lado, também não deve ter tido saudade”, disse. Ao ser perguntado se o Sampaoli faz falta, Bracks evitou cravar. “É recente, a saudade demora um pouquinho ainda para pegar, eu vou sair nessa. (...) Espera, espera o tempo correr um pouco. (...) Eu acho que daqui a alguns meses eu te falo se deu a saudade ou não”, brincou. Retorno de Sampaoli Bracks também comentou o retorno de Jorge Sampaoli ao clube e disse que houve forte pressão da torcida para a contratação. “Houve um apelo popular muito grande. A gente não pode fechar os ouvidos para o que é a Massa, para o que é a torcida do Atlético. A gente não pode tomar as nossas decisões sem entender onde a gente está”, declarou. Segundo ele, a opinião da arquibancada também precisa ser considerada nas decisões do clube. “Então, a gente também não pode ignorar que a torcida ela tem o seu papel. Tinha coisas positivas, tinha coisas negativas, a gente sopesou e naquele momento a gente fez”, contou. Movimento recente Segundo o dirigente, o movimento ganhou força apenas nas últimas décadas. “Pela história do Atlético, os treinadores estrangeiros começaram de certa forma recente. A gente vai ali para 1999, quando eu estava na arquibancada, teve ali o Dario Pereira. Passa mais uns 15, quase 20 anos, vem o Diego Aguirre. Mais uns três, quatro anos e aí começa essa era de treinadores estrangeiros”, analisou. O dirigente também explicou que a adaptação ao futebol brasileiro pode ser um desafio para profissionais estrangeiros. “O futebol brasileiro é muito peculiar. É um país continental, são jogos quarta e domingo e às vezes você tem um dia só de treino”, refletiu. Para Bracks, no entanto, o importante é focar no presente. Eu quero não ter essas lembranças ruins e ter só as lembranças boas para a gente ter uma performance boa com Eduardo Domínguez. Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG CNN Esportes S/A Com Paulo Bracks, diretor executivo de futebol do Atlético-MG, o CNN Esportes S/A chega à 131a edição. Apresentado por João Vitor Xavier, o programa aborda os bastidores de um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o esporte. Em pauta, os assuntos mais quentes da indústria do mundo da bola, na perspectiva de economia e negócios. Atlético-MG anuncia a contratação do volante Tomás Pérez