Tesouro Direto suspende negociação na abertura do mercado para conter forte volatilidade de títulos
23 Mar, 2026
Tesouro Direto suspende negociação na abertura do mercado para conter forte volatilidade de títulos O Tesouro Direto ficou fora do ar até as 11h15 desta segunda-feira (23). A suspensão, que partiu do próprio Tesouro, e foi iniciada logo após a abertura do mercado, buscou conter a volatilidade do mercado de títulos para pessoas físicas. Apenas a LFT (Letra Financeira do Tesouro), conhecida como Tesouro Selic, continuou disponível para negociação o tempo todo. Os leilões de dívida pública do Tesouro Nacional, por sua vez, não foram afetados. Nesta sessão, os juros, dólar e petróleo registram queda após sinalização de trégua no conflito entre Estados Unidos e Irã por parte do presidente Donald Trump. Por volta das 13h, na curva de juros, o contrato para janeiro de 2028 recua de 14,122% do ajuste da sessão anterior para 13,900% (queda de 22 pontos-base). Ou seja, o mercado espera juros menores em dois anos. Já para janeiro de 2035, o recuo é de 19 pontos-base, passando de 14,040% para 13,850%. Na segunda-feira passada (16), o Tesouro Nacional recomprou R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados e R$ 15,4 bilhões em títulos IPCA+ (indexados à inflação) após escalada nos juros futuros. A estratégia buscou conter a disparada das curvas de juros, quando investidores passaram a colocar na conta a possibilidade de a taxa Selic cair em um ritmo mais lento do que o esperado. A leitura é que, com o preço do petróleo pressionado pela guerra no Irã, é possível que a inflação no Brasil sofra um repique, forçando o Copom (Comitê de Política Monetária) a adotar uma postura mais cautelosa na política de juros. Na última quarta (18), o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Apesar da turbulência provocada pela guerra no Irã, o colegiado do Banco Central confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a redução de juros em março. Foi a primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo. Ouça a rádio de Minas