Comissão do Senado deve votar novo Plano Nacional de Educação nesta terça
24 Mar, 2026
A CE (Comissão de Educação e Cultura) do Senado Federal incluiu na pauta desta terça-feira (24) a votação do novo PNE (Plano Nacional de Educação). O projeto, que estabelece as diretrizes e metas estratégicas para o setor educacional brasileiro pelos próximos dez anos, tem reunião marcada para as 10h. Leia Mais PNE: entenda projeto que pode transformar política educacional brasileira Desigualdade educacional entre negros e brancos persiste apesar de avanços Brasil atinge meta com 66% das crianças alfabetizadas em idade certa O texto em discussão (PL 2.614/2024) é de autoria do Poder Executivo e chega ao Senado após ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados no último ano. A matéria está sob a relatoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que também preside o colegiado. O que está em jogo O PNE funciona como a espinha dorsal das políticas públicas de ensino no país. O documento define objetivos fundamentais que abrangem desde a base até o ensino especializado, incluindo: Educação infantil e alfabetização: metas para os primeiros anos de vida e o combate ao analfabetismo funcional. Ensino fundamental e médio: estratégias para melhoria do desempenho e redução da evasão. Diversidade e inclusão: políticas voltadas para grupos minoritários e acessibilidade. Ensino profissional e superior: expansão de vagas e integração com o mercado de trabalho. Impacto na gestão pública Mais do que uma lista de intenções, o PNE é o balizador para que estados e municípios estruturem seus próprios planos específicos. Segundo o MEC (Ministério da Educação) , o plano prevê um regime de colaboração direta, em que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios compartilham responsabilidades financeiras e administrativas. Segundo especialistas, a aprovação do projeto é considerada crucial para o direcionamento de investimentos públicos e a padronização da qualidade do ensino em todo o território nacional para a próxima década. IBGE: atraso escolar entre crianças de 6 a 10 anos aumentou no Brasil