Estudo aponta erros sobre TDAH e TEA em redes sociais
24 Mar, 2026
Pessoa com deficiência no trabalho - crédito: Freepik Um estudo publicado na revista científica Journal of Social Media Research analisou cerca de cinco mil postagens em redes sociais sobre temas relacionados à saúde mental , incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A pesquisa identificou que 52% dos vídeos sobre TDAH e 41% dos conteúdos sobre TEA publicados no TikTok continham informações incorretas. No YouTube, o índice foi de 22%, enquanto no Facebook chegou a 15%. De acordo com os pesquisadores, parte dessas publicações apresenta o fenômeno da patologização de comportamentos cotidianos, ao associar hábitos comuns a possíveis transtornos sem base clínica. O estudo aponta que esse tipo de conteúdo pode contribuir para interpretações equivocadas sobre sintomas e diagnósticos. Impacto das Redes Sociais na Saúde Mental Em comunicado, a pesquisadora Eleanor Chatburn , da Escola de Medicina de Norwich, no Reino Unido, afirmou que plataformas como o TikTok são frequentemente utilizadas por jovens para buscar informações sobre saúde mental. Segundo ela, o contato inicial com esse tipo de conteúdo pode estimular questionamentos pessoais, mas é necessário que eventuais suspeitas sejam avaliadas por profissionais qualificados por meio de diagnóstico clínico adequado. A pesquisa destaca ainda a importância da verificação das informações divulgadas em redes sociais, especialmente em temas relacionados à saúde , diante do alcance dessas plataformas entre o público jovem.