Austrália recusa pressão de Trump para intervir no Irã
24 Mar, 2026
Resumo O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, condenou o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, mas evitou confirmar o envio de tropas à região. O que aconteceu Albanese criticou o impacto do bloqueio na economia global. Ele falou sobre o tema nesta terça-feira (24), em Camberra, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O premiê não respondeu se a Austrália vai ajudar a proteger o estreito. Segundo o The New York Times, ele destacou o apoio militar já enviado aos Emirados Árabes Unidos. O governo australiano deslocou uma aeronave e mísseis para a região. O pacote atende a um pedido dos Emirados Árabes Unidos e inclui armamentos ar-ar de alcance médio, conhecidos como AMRAAMs. Parceria comercial e rota de petróleo A Austrália tem os Emirados Árabes Unidos como seu maior mercado de exportação de armas. Os dois países assinaram um acordo de parceria estratégica no ano passado. O bloqueio do Estreito de Ormuz afeta os preços de energia no mundo. A passagem marítima funciona como uma rota vital para o fluxo de petróleo global. Pressão dos Estados Unidos O presidente dos Estados Unidos criticou a postura australiana. Donald Trump afirmou recentemente que ficou "muito surpreso" com a ausência de navios de guerra da Austrália na região. Aliados dos EUA recusam os pedidos de ajuda militar de Trump. Diversos países consideram a navegação no local muito perigosa devido à ameaça de ataques do Irã. As nações temem entrar de forma direta na guerra. Mesmo com a alta nos preços da energia, os governos preferem evitar o envolvimento no conflito entre os EUA e Israel. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.