Reeleito na FBF, presidente Ricardo Lima mira "terceira força" na Bahia e confirma expansão do VAR em 2027
31 Mar, 2026
Reeleito presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF) , Ricardo Lima destacou que o futebol baiano está "em unidade" após a confirmação da nova diretoria para o quadriênio 2027-2031. Em entrevista concedida ao Bahia Notícias, na manhã desta terça-feira (31), o dirigente avaliou o resultado do pleito e projetou metas para o próximo ciclo à frente da entidade. "Eu faço um balanço positivo, mas sempre digo que é complicado nós fazermos uma autoavaliação da nossa gestão. Então, eu deixo para que vocês, que são formadores de opinião, os nossos clubes e ligas possam avaliar. Mas acho que você ter uma eleição como essa, onde 100% de adesão mostra o fortalecimento, mostra a compreensão e mostra a unidade que o futebol baiano hoje tem. Então, fico feliz", avaliou. Ao comentar os próximos passos da gestão, Ricardo Lima ressaltou o objetivo de fortalecer clubes e ligas municipais, além de ampliar a competitividade do futebol baiano no cenário nacional. "As expectativas são sempre as melhores, para que a gente possa modificar o cenário de dificuldade em que sabemos que os clubes se encontram, que as ligas municipais se encontram, e fazer com que o futebol baiano possa, a cada dia, crescer e evoluir, como nós temos visto." O presidente também citou exemplos recentes de clubes do interior em competições nacionais e reforçou a meta de consolidar uma "terceira força" no estado para fazer frente à dupla Ba-Vi. "Está aí o Jacuipense representando também o nosso estado, a nossa federação na Copa do Brasil. A Juazeirense há anos disputando competições nacionais, Copa do Nordeste e Copa do Brasil também. Já chegaram ambos à Série C, e a gente espera ter um trabalho sólido e que realmente, em 2026, a gente possa construir uma terceira força em nosso estado e apostar em um projeto grandioso para que possamos estar na Série C, trabalhando com gestão e, quem sabe, em um cenário tão próximo, sonhar realmente com a Série B e, assim, fincarmos uma posição de terceira força em nosso estado", explicou. Sobre o fortalecimento do futebol do interior, Ricardo Lima afirmou que a FBF atua como agente de apoio, respeitando a autonomia dos clubes. "Primeiro, a gente precisa entender o que o clube busca, quais são as suas dificuldades e onde ele quer chegar. Os clubes têm autonomia pela sua constituição. Então, a gente está aqui mais com um trabalho de incentivar, identificar as dificuldades e fazer com que elas sejam supridas, sejam elas no aspecto técnico ou no aspecto financeiro, mas sempre ponderando e acreditando que é somente através de uma boa gestão e de um processo bem conduzido, com muito trabalho e esforço, que nós chegaremos ao objetivo", ressaltou. Por fim, o dirigente detalhou ações de curto prazo, com destaque para a implementação do árbitro de vídeo (VAR) nas competições estaduais. "A gente tem um curto espaço. Já estamos praticamente em abril. O nosso calendário foi disposto ainda no final de outubro, com todas as competições para o ano de 2026. Mas nós temos algumas metas ambiciosas e que a gente já tem colocado em prática, e eu posso citar para vocês a implementação do VAR. Ele hoje já é uma realidade, é um trabalho da Federação em conjunto com a TVE, em que nós já queremos estar testando na Série B para que, quando chegarmos ao Campeonato Baiano 2027, possamos ter em todas as partidas o VAR sendo trabalhado, aprimorado e já em perfeito estado de execução", concluiu. A eleição que confirmou a permanência de Ricardo Lima no comando da FBF foi realizada nesta terça-feira (31), na sede da entidade, em Lauro de Freitas, durante Assembleia Geral Eleitoral (AGE). A chapa “FBF 27 a 31 – Trabalho, União e Transformação” foi a única inscrita no processo e obteve adesão integral do colégio eleitoral, consolidando a reeleição do presidente e do vice-presidente, Manfredo Lessa Pinto. Além da diretoria executiva, também foram definidos os integrantes do Conselho Fiscal para o próximo mandato, que terá vigência entre janeiro de 2027 e janeiro de 2031. O processo foi conduzido por uma Comissão Eleitoral independente, conforme previsto no estatuto da entidade e nas diretrizes da Lei no 9.615/1998 e da Lei no 14.597/2023.