Sistema de Mortalidade do RJ completa 35 anos e fortalece a saúde pública
13 Apr, 2026
Rio – A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro destaca o papel estratégico do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), que completa 35 anos de gestão estadual, como ferramenta essencial para a formulação de políticas públicas de saúde. A análise dos dados do sistema tem permitido identificar padrões, orientar ações e reduzir mortes evitáveis, como no caso do câncer de mama, que motivou a criação de um plano de cuidado estruturado em todo o estado. Criado pelo Ministério da Saúde em 1975, o SIM completou 50 anos em nível nacional em 2025. No Rio de Janeiro, a consolidação e análise própria dos dados começaram em 1991, fortalecendo a autonomia do estado na gestão das informações e na tomada de decisões. Ao longo das décadas, o sistema tem sido fundamental para respostas a situações específicas. Um exemplo ocorreu nos anos 1990, quando registros de mortes por afogamento em cachoeiras de Magé levaram à adoção de medidas preventivas, como sinalização de alerta nas áreas de risco. Para a diretora da Divisão de Dados Vitais da SES-RJ, Angela Cascão, o uso qualificado das informações é determinante para salvar vidas. “O dado, quando bem observado, gera ação. Por trás de cada número há uma história. Transformar essa informação em política pública é cumprir nossa missão”, afirmou. Atualmente, a equipe analisa cerca de 150 mil óbitos por ano e também acompanha aproximadamente 165 mil nascidos vivos, integrando dados com outros sistemas do SUS, como o Sinasc, Sinan, SIH e SIA. Esse conjunto permite uma visão mais ampla do percurso dos pacientes na rede de saúde. A secretária estadual de Saúde, Claudia Mello, ressaltou que o SIM é indispensável para o funcionamento do SUS. “Sem informação qualificada, não há planejamento nem resposta adequada às crises sanitárias”, destacou. O sistema envolve uma rede integrada que inclui municípios, cartórios, o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Segurança Pública (ISP), garantindo a qualificação dos dados, especialmente em casos de mortes por causas externas. Segundo o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária, Mário Sérgio Ribeiro, o registro de óbitos é apenas o ponto inicial. “Quando analisamos os dados de forma integrada, conseguimos identificar falhas e oportunidades de prevenção”, afirmou. Mais do que um banco de dados, o SIM se mantém como uma das principais ferramentas de vigilância em saúde do país, sendo fundamental para orientar decisões, prevenir doenças e salvar vidas.