TCDF pede que BRB explique contrato de R$ 58,3 mi com sala vip de aeroporto

admin
15 Apr, 2026
Resumo O Tribunal de Contas do Distrito Federal pediu hoje que o BRB (Banco de Brasília) explique um contrato de R$ 58,3 milhões para patrocínio de uma sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília, a partir de março de 2026. O que aconteceu TCDF deu cinco dias para o BSB prestar esclarecimentos. O banco deve explicar a motivação administrativa do contrato de patrocínio, os estudos de viabilidade econômica e a compatibilidade da despesa com a situação econômico-financeira da instituição. Representação foi feita pelo deputado distrital Ricardo Vale (PT-DF). Ele alega que o BRB estaria em situação de fragilidade econômica após envolvimento no caso Master. Decisão foi tomada por unanimidade. O relator e desembargador de contas Márcio Michel reconheceu a representação, mas negou o pedido de medida cautelar nessa fase do processo. Ele defendeu a necessidade de ouvir os responsáveis antes. "Tal medida permitirá a formação de juízo mais seguro acerca da matéria, inclusive para eventual reexame do pleito cautelar, caso sobrevenham elementos que justifiquem a adoção de providência mais gravosa", declarou. Embora a Representação traga questionamentos acerca da compatibilidade do contrato de patrocínio com a situação econômico-financeira do BRB, os elementos constantes dos autos, neste momento processual, mostram-se insuficientes para evidenciar, de forma consistente, a presença dos requisitos autorizadores da medida cautelar. O BRB comunicou na segunda a destituição de dois diretores da antiga gestão. A demissão ocorreu em meio a investigações por suspeitas de irregularidades no caso Master. Também houve atraso na divulgação dos resultados semestrais, que deveriam ter saído no dia 31 de março. Desde o início de abril, o BRB está sendo multado em R$ 51 mil por dia pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelo Banco Central pelo descumprimento do prazo. Conforme mostrou a colunista do UOL Mariana Barbosa, o atraso está deixando apreensivos investidores profissionais que adquiriram mais de R$ 2 bilhões em Letras Financeiras subordinadas (LFSN) do banco estatal brasiliense. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.