Diniz explica jogadas aéreas do Corinthians e exalta ambiente da Neo Química Arena

admin
16 Apr, 2026
Diniz explica jogadas aéreas do Corinthians e exalta ambiente da Neo Química Arena Por Marcelo Nascimento, Rodrigo Vessoni e Rafael Jacobucci Nesta quarta-feira, o Corinthians bateu o Independiente Santa Fe, da Colômbia, por 2 a 0. Após o triunfo, Fernando Diniz comentou sobre as estratégias de bolas paradas, que foram fundamentais para a vitória. Ambos os gols, de Raniele e Gustavo Henrique, saíram de levantamentos na área. O treinador destacou que a equipe possui um bom repertório nesse tipo de jogada, herança dos comandantes anteriores. "Tenho trabalhado tudo que vocês podem imaginar, mesmo com pouco tempo. Muito vídeo, a gente dá prioridade, no momento, na parte defensiva, e aos poucos colocando um pouco de ideia de aproximação, que hoje acho que deu para ver até mais do que nos outros jogos. E a bola parada foi onde a gente mexeu um pouquinho mais, embora eles já tinham um repertório muito bom de bolas paradas antes de eu chegar aqui. Então eu estou aproveitando os bons trabalhos que foram deixados aqui, tanto do Ramon Diaz quanto do Dorival. A gente vem trabalhando intensamente, todo minuto a gente está trabalhando alguma coisa e os jogadores tem aceitado muito bem. É um time que tem muita fome, muita sede de crescer e aprender coisas novas. Acho que tem sido o ponto mais positivo, essa vontade de absorver aquilo que eu tenho para passar. Eu tenho muita vontade também, de comunicar, criar relações com o jogador de maneira rápida, para que as coisas consigam fluir de uma maneira positiva", expôs. Diniz aproveitou para falar sobre o ambiente da Neo Química Arena. Este foi apenas o segundo duelo em que o treinador teve as arquibancadas da Casa do Povo a seu favor. Ele relembrou sua vivência na zona leste de São Paulo e confessou a emoção de presenciar este momento. "Meu sorriso já diz, né? É muito bom. Jogar aqui é difícil. A torcida é diferente, a energia que tem no estádio é diferente, a gente tem que se apropriar disso cada vez mais nessa simbiose com a torcida. Que ela seja cada vez mais profunda e que a gente represente cada vez mais o torcedor corinthiano: pegar, lutar, não desistir. São coisas que eu levo na minha vida para os jogadores, para os meus filhos, minha casa. Então essa afinidade eu sempre tive com essa casa aqui. Então, para mim, um motivo de muita alegria estar aqui no Corinthians. Eu falei, eu sou um cara oriundo aqui da Zona Leste. Minha vida toda é da Zona Leste. Então, eu tenho 52 anos de idade, 52 anos de zona leste, de periferia e depois, quando as coisas melhoraram, de Tatuapé. Eu sei bastante o que é a região onde o Corinthians foi criado, eu sei da história do clube. E pra mim é muito gratificante. É emocionante estar aqui. Confesso que, no jogo do Palmeiras, quando entrei, vi o estádio daquele jeito e fiquei emocionado", disse. Por fim, o comandante explicou um pouco a parte tática que aplicou no duelo contra os colombianos, destacando as mudanças que Bidon e Kayke realizaram já com a bola rolando. Apesar disso, Diniz ressaltou que a principal característica de seu trabalho é a entrega e a vontade, elementos que vão além da organização tática. "Eu repito sempre que eu vou te responder. As pessoas atribuem a mim algumas coisas da parte tática. Eu não sou um cara que... tendo em vista a parte tática, é ao contrário. A minha cara é isso que o Corinthians está mostrando, a cara principal de todos os meus trabalhos, eu tive que ter entrega absoluta de todas as coisas, pela vontade de vencer, time que vai se encorajando para jogar. E a parte tática, depois você vai lendo", contou. "O Bidon hoje jogou parte do tempo aberto, ele e o Kayke, parte do tempo perto da bola, então jogaram de uma maneira variada, conforme o jogo foi pedindo. Então isso foi uma coisa que a gente foi treinando já nessa semana que a gente tem de treinamento. Três jogos em uma semana e, nos treinamentos, a gente foi posicionando e mostrando como é que a gente poderia jogar um pouco melhor contra linhas mais defensivas como era o jogo de hoje, que era uma possibilidade de acontecer. Então, quando o Bidon vai para o lado e o Kayke, é uma maneira de dar um pouco mais de amplitude, ter um pouco mais de cruzamentos, velocidade e com uma boa entrada de gente na área. O Corinthians já é um time que joga de maneira associada desde o ano passado e tem o jogo por dentro muito elaborado. No jogo de hoje, era um jogo que pedia um pouco mais de jogo pelos lados. Acho que a gente conseguiu variar. Obviamente que falta bastante coisa, mas eu acho que o repertório deu uma melhorada", finalizou. Agora, a equipe volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Neste sábado, visita o Vitória, no Barradão, às 20h, pela 12a rodada da competição.