Educação avança em São Paulo com desempenho histórico

admin
17 Apr, 2026
Educação avança em São Paulo com desempenho histórico Resultados da avaliação do Estado mostram que estudantes recuperaram níveis pré-pandemia e tiveram recorde em matemática O investimento do Governo de São Paulo na educação e a adoção de políticas públicas baseadas em dados têm melhorado a rede pública de ensino. Dados de 2025 do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e do programa Alfabetiza Juntos SP mostram que as políticas estaduais possibilitaram a recuperação dos patamares de desempenho do período pré-pandemia. No Saresp, houve um aumento médio de 15% no desempenho em todas as disciplinas avaliadas, em relação a 2024. Já o desempenho dos alunos em matemática foi o melhor da série histórica, com destaque para o crescimento nos 2o, 5o e 9o anos do ensino fundamental: - 9o ano – média de 260,3 pontos, com alta de 11,8 pontos em relação a 2024 e de 14 pontos na comparação com 2023; - 5o ano – média de 236,3 pontos, com crescimento de 13,8 pontos em 1 ano e de 21 pontos desde 2023; e - 2o ano – média de 200,8 pontos, 33 acima do registrado em 2023. O desempenho dos estudantes em português também melhorou nessas 3 séries, confirmando a recuperação da aprendizagem. A média em língua portuguesa no 2o ano, ligado ao período de alfabetização, por exemplo, foi de 191,7 pontos e representou 17 pontos a mais do que o registrado em 2023. No último ano, o Saresp teve adesão recorde de 85,5% nas 3 séries do ensino médio. Aplicado desde 1996, o exame também abrange os alunos do 2o, 5o, 6o, 7o, 8o e 9o anos do ensino fundamental. O resultado das provas permite medir a evolução da aprendizagem ao longo do tempo e orienta políticas públicas. O objetivo é obter informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a escolaridade na rede pública do Estado. Avanços na alfabetização O Alfabetiza Juntos SP, por sua vez, visa a garantir a fluência em leitura e escrita das crianças até os 7 anos de idade. A iniciativa unificou as diretrizes de ensino nos anos iniciais, feito em colaboração com os municípios. Atualmente, a ação está em todas as 645 cidades paulistas. O programa garantiu ao Estado o selo ouro na 2a edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, do MEC (Ministério da Educação). O reconhecimento dado em fevereiro deste ano (2026) considerou o desempenho de 2024. A fim de potencializar os efeitos da medida, o governo do Estado ampliou o investimento no Alfabetiza Junto SP para R$ 500 milhões em 2025, ou seja, R$ 200 milhões a mais sobre o valor destinado no ano anterior. O aporte reflete nos resultados obtidos na rede estadual, como: - aumento de 15% no número absoluto de estudantes leitores em 2025, totalizando cerca de 330 mil alunos; - maior abrangência ao avaliar 432,4 mil estudantes em todos os municípios paulistas; e - consolidação do índice de 76,5% de alunos leitores na idade certa, reforçando a eficácia do regime de colaboração entre o Estado e as prefeituras. Por meio do programa, materiais de apoio ao Currículo Paulista foram adotados por 572 municípios. Além disso, o Estado capacitou docentes em 636 cidades, abrangendo 61.900 professores e 8.300 gestores municipais. Segundo a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), a meta atual da gestão é alcançar 90% de crianças leitoras na idade certa até o fim deste ano e manter o Estado na rota para receber uma nova certificação do MEC em 2027. Leia o infográfico sobre os avanços de São Paulo na educação. Além das métricas nacionais, a política de alfabetização paulista recebeu validação internacional. Em dezembro, o programa Alfabetiza Juntos SP foi reconhecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, na sigla em inglês) por integrar o modelo Care-Know-Do (cuidar-saber-fazer, em tradução livre). O conceito foi desenvolvido no Reino Unido, no âmbito da iniciativa europeia Connect, de escolarização aberta e inclusiva. A metodologia tem 3 pilares: o cuidado para garantir a aprendizagem de todos (care); o uso de estratégias baseadas em evidências científicas (know); e o incentivo para os alunos conectarem a alfabetização a situações reais do dia a dia (do). A Unesco classificou a abordagem paulista como uma “contribuição relevante” para o avanço do ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) 4 da ONU (Organizações das Nações Unidas), referente à educação de qualidade. Uso de dados para as políticas de base O resultado da educação em São Paulo está ligado ao investimento do Estado em políticas públicas baseadas em dados, além do uso de inovação e tecnologia. Recentemente, a rede pública estadual ampliou o tempo de cada aula de 45 para 50 minutos e instituiu professores tutores em 600 escolas para turmas de até 15 alunos. O governo também disponibiliza plataformas virtuais de aprendizado. A ferramenta digital Elefante Letrado, de incentivo à leitura, está presente em 510 municípios. Já a plataforma gamificada Matific está disponível em 275 cidades para apoiar o aprendizado em matemática. No total, foi acessada por 1,8 milhão de estudantes de diferentes séries. O investimento resultou aumento da frequência escolar. As 5.000 escolas da rede estadual registraram uma taxa média de frequência de 91,1% em 2025. O índice representa quase 10 pontos percentuais acima da taxa registrada em 2023, quando a presença média foi de 82,5%. O monitoramento é feito pelo painel Aluno Presente, alimentado pelos diários de classe digitais, e pela atualização das regras da Busca Ativa, que obriga as escolas a contatarem os responsáveis pelo aluno depois de 3 faltas consecutivas do estudante. As famílias também integram esse processo por meio do aplicativo Sala do Futuro. Lançado em março de 2025, o app permite consultar frequência, justificar ausências e acessar boletins. Até o momento, 580 mil responsáveis usaram a ferramenta, cuja navegação não consome dados móveis em operadoras de telefonia parceiras. Ainda para combater a evasão escolar, o Estado investe em ações de atratividade. No ensino médio, por exemplo, a inclusão de disciplinas como educação financeira, oratória e empreendedorismo, aliada à ampliação das vagas de ensino médio técnico e ao programa Beem (Bolsa Estágio Ensino Médio), aumentou o engajamento dos adolescentes. Para consolidar as iniciativas, o Governo de São Paulo atrelou a evolução da frequência escolar e do desempenho no Saresp à remuneração dos profissionais. Em 2026, o Estado liberou o pagamento de R$ 1 bilhão em bônus a 188 mil servidores. É o maior valor dos últimos 10 anos e materializa a conversão dos dados em valorização da carreira pública educacional. Este conteúdo foi produzido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. As informações e os dados divulgados são de total responsabilidade do autor.