Guerra afeta fornecimento de fertilizante para o agro, mas governo não se mexe
17 Apr, 2026
A Confederação Nacional da Agricultura, há uns 40 dias, alertou o presidente Lula sobre o fornecimento de fertilizantes. A CNA pediu que o presidente, tão amiguinho dos aiatolás do Irã [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/ira/], mobilizasse a diplomacia brasileira e garantisse a passagem, pelo Estreito de Ormuz, da matéria-prima para os fertilizantes da agricultura brasileira. Nós, infelizmente, até temos essa matéria-prima, mas boa parte está em território indígena e não podemos usar; precisamos importar, e ficamos dependentes. Quando há uma guerra, o problema aumenta. A menos que o presidente da República resolva, como Bolsonaro resolveu: foi a Moscou conversar com Vladimir Putin – que até pôs cadeira e mesa para ficar bem pertinho de Bolsonaro e conversar bastante – e garantiu o fornecimento dos fertilizantes que vêm de lá. Agora estamos com um problema sério de preço de fertilizantes, porque este governo simplesmente não gosta do agronegócio [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/agropecuaria/], e aí não se mexe. WhatsApp: entre no grupo e receba as colunas do Alexandre Garcia [https://chat.whatsapp.com/DFzIbTUP9xc5PZrhwY1adp] Desenvolvimento tecnológico do agro brasileiro cria demanda para novas profissões Nosso agro é moderníssimo. Nos anos 70, eu cobria a Bolsa de Chicago e o Meio-Oeste dos Estados Unidos produzir muito mais o agro brasileiro, que naquela época estava concentrado nos estados mais ao sul. Agora nós temos o nosso Centro-Oeste, que está mais avançado que o Meio-Oeste americano. Somos exemplo. Muita gente na cidade não sabe, mas o “Agro 4.0” está usando muitos drones. Só neste ano os produtores deverão comprar 15 mil unidades, além das 35 mil que já estão operando. E o potencial é de 200 mil drones para pulverização da lavoura. Em geral, drones transportam 20 litros de defensivos, mas há modelos que transportam até 100 litros. O que está faltando é o operador, o piloto para os drones. É preciso atrair jovens para essa nova atividade. O mercado de trabalho é assim, vai criando novas atividades na medida em que outras vão ficando para trás. O agrimensor, por exemplo, ficou obsoleto depois do GPS, mas em compensação temos aí essa demanda nova por pilotos e operadores de drones, para cuidar dos alimentos que a terra produz para os brasileiros e para o mundo todo – de cada cinco pratos no mundo, um tem comida brasileira. Ainda dá tempo para senadores colocarem a mão na consciência e rejeitarem Messias O vídeo do presidente da Gazeta do Povo [https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/aprovar-messias-stf-trair-o-brasil/] está martelando na consciência de muito senador que, segundo as notícias, já estava pronto para aprovar Jorge Messias [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/jorge-messias/] no Supremo. Mas assim não se renova a corte, nem se recupera a instituição Supremo Tribunal Federal. Só se muda com pessoas que realmente tenham notável saber jurídico e reputação ilibada. Mas Messias ficaria quase 30 anos no STF [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/stf/], e será submisso àquele que o indicou. Lula já nomeou um advogado do PT, Dias Toffoli; seu advogado na Lava Jato, Cristiano Zanin; e seu ministro da Justiça, Flávio Dino; agora está indicando o advogado-geral, o mesmo que anos atrás estava levando uma nomeação da Dilma Rousseff para livrar Lula da Lava Jato em Curitiba. Esse é o homem que deveria ter notável saber jurídico. Ainda é jovem; difícil ter notável saber jurídico e ao mesmo tempo ser um desconhecido. Quando Dilma pronunciou o nome dele no telefonema, ninguém nem sabia quem era Jorge Messias, todos entenderam “Bessias”. O relator já disse que por ele está tudo bem, que Messias pode ser submetido à sabatina. A sabatina é para saber se o indicado tem notável saber jurídico; não é para fazer perguntinha política, para saber se apoia ou não apoia essa ou aquela fofoca.