Corinthians anuncia troca de administradora da Neo Química Arena após operação do MP-SP
17 Apr, 2026
Corinthians anuncia troca de administradora da Neo Química Arena após operação do MP-SP Por Meu Timão O Corinthians anunciou na tarde desta sexta-feira que concluiu a substituição dos prestadores de serviços responsáveis pela gestão e administração dos fundos ligados à Neo Química Arena. Agora, a Asarock Asset Management e a Genial Investimentos CTVM passam a ocupar os serviços anteriormente prestados pela REAG/Arandu Investimentos na administração financeira do estádio. Em agosto de 2025, a REAG virou alvo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) , por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a Receita Federal e com apoio da Polícia Federal, após a deflagração da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraude no setor de combustíveis, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Anteriormente, a REAG/Arandu Investimentos era responsável pela administração do Fundo Arena, do qual o Corinthians é o único cotista. Com a nova configuração, a Asarock Asset Management passa a ser responsável pela gestão dos fundos, enquanto a Genial Investimentos CTVM assume a administração fiduciária. A medida faz parte de um processo de aprimoramento da governança e da gestão financeira da Neo Química Arena, com o objetivo de fortalecer os mecanismos de controle, transparência e eficiência. Segundo o clube, o processo foi conduzido em conformidade com os instrumentos contratuais vigentes, com acompanhamento e anuência da Caixa Econômica Federal. Atualmente, a dívida do Corinthians com a Caixa pelo financiamento da Arena gira em torno de R$ 660 milhões, a serem pagos em parcelas trimestrais até o fim de 2041. Conforme publicado pelo Meu Timão, a primeira parcela de 2026 já foi quitada em março , com valor próximo de R$ 28 milhões, dentro de um total estimado de R$ 115 milhões que o clube deverá desembolsar ao longo do ano para cumprir o acordo de refinanciamento firmado no fim de 2022, após um período de inadimplência. O Corinthians já havia iniciado o processo de substituição da administradora em janeiro. De acordo com nota publicada na época, a mudança foi conduzida em conjunto com a Caixa, passando por etapas de compliance e diligência, além da análise prévia dos novos nomes pela instituição financeira. Nos últimos meses, a atual gestão liderada pelo presidente Osmar Stabile vinha sendo pressionada por torcedores, associados e conselheiros pela troca da administradora. No início do ano, o Coletivo Família Corinthians, formado por 217 associados, encaminhou um requerimento ao presidente, com cópia ao Conselho Deliberativo (CD) e às diretorias financeira e jurídica, pedindo a rescisão imediata do contrato com a REAG, justamente por conta das investigações . Já nesta semana, a demora na resposta a esse requerimento foi incluída como um dos pontos em um pedido de impeachment protocolado por um grupo de conselheiros e associados . O documento, que também cita outros temas como o uso do Parque São Jorge como garantia em acordo financeiro, denúncias de funcionários fantasmas e a não divulgação de contas, está atualmente sob análise da Comissão de Ética e Disciplina (CE).