Gleisi reage a editorial da Folha e acusa “terrorismo fiscal” contra Lula

admin
20 Apr, 2026
247 – A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) reagiu com dureza ao editorial publicado pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira 20, que critica a política fiscal do governo do presidente Lula e aponta risco de aumento da dívida pública. Em postagem nas redes sociais nesta segunda-feira (20), Gleisi acusou o veículo de promover “terrorismo fiscal” e contestou os critérios utilizados para avaliar a economia brasileira. Segundo a parlamentar, o foco exclusivo na dívida pública como indicador da gestão econômica ignora avanços recentes do governo. “Medir a qualidade da gestão econômica apenas pela dívida pública (que inclui estados e municípios) é uma falácia para não reconhecer a redução do déficit a praticamente zero no governo do presidente Lula”, afirmou. E lá vem o editorial da @folha com o seu velho terrorismo fiscal. Medir a qualidade da gestão econômica apenas pela dívida pública (que inclui estados e municípios) é uma falácia para não reconhecer a redução do déficit a praticamente zero no governo do presidente @LulaOficial....— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 20, 2026 Críticas à narrativa fiscal Gleisi questionou o que considera uma seletividade na cobertura econômica da grande imprensa. Em tom crítico, a deputada comparou o atual posicionamento editorial com a postura adotada durante o governo anterior. “Onde estava o fiscalismo da Folha quando Bolsonaro e Paulo Guedes estouraram o teto de gastos?”, indagou. Ela também citou medidas adotadas na gestão passada que, segundo sua avaliação, comprometeram as contas públicas. “Onde estava quando deram calote de quase R$ 100 bilhões nos precatórios, manipularam o Orçamento deixando despesas de R$ 250 bilhões para o governo Lula pagar e acumularam um rombo de R$ 795 bilhões em quatro anos?”, acrescentou. Juros e dívida no centro do debate A deputada também contestou a interpretação de que o aumento da dívida decorre de expansão descontrolada de gastos. Para ela, o principal fator é o nível elevado das taxas de juros no país. “O aumento da dívida hoje corresponde exatamente aos juros estratosféricos que a Folha e outros veículos consideram natural”, afirmou. Nesse sentido, Gleisi reforça uma crítica recorrente dentro do governo e de setores progressistas, que apontam o custo financeiro da dívida como elemento central da deterioração fiscal, em contraste com a narrativa predominante de ajuste via contenção de despesas. Disputa sobre o modelo econômico Na parte final da publicação, a deputada atribui aos editoriais críticos um objetivo político claro: pressionar o governo a reduzir investimentos e rever políticas sociais. “Esse terrorismo fiscal tem um só objetivo: fazer o governo cortar investimentos em infraestrutura e políticas sociais, além de anular os ganhos reais do salário-mínimo e sua vinculação às aposentadorias”, escreveu. Ela concluiu reafirmando que o presidente Lula não seguirá esse caminho: “Isso, abandonar o povo e encolher o país, nenhum editorial levará o presidente Lula a fazer”.