Desenvolvedores de MindsEye processam Build a Rocket Boy em ação coletiva
22 Apr, 2026
Desenvolvedores de MindsEye processam Build a Rocket Boy em ação coletiva Funcionários denunciam “cultura tóxica de sigilo e microgerenciamento” Funcionários de MindsEye estão processando a desenvolvedora Build a Rocket Boy após líderes da empresa admitirem, segundo relatos, a instalação de um software secreto de monitoramento nos dispositivos de trabalho. De acordo com informações publicadas pelo portal GamesIndustry.biz em fevereiro, funcionários da empresa perceberam a presença do software Teramind depois que seus computadores passaram a apresentar lentidão incomum. A ferramenta, voltada ao monitoramento de atividades, teria sido instalada sem aviso prévio. Em uma reunião interna posterior, o co-CEO Mark Gerhard teria confirmado a instalação do programa, atribuindo a decisão a “1% que é o problema”, em referência a alegações recorrentes e não comprovadas de que parte da equipe estaria sabotando a companhia internamente. Embora o software já tenha sido removido, persistem dúvidas sobre quais dados sensíveis podem ter sido coletados e se houve violação de leis de proteção de dados. A Teramind se apresenta como uma ferramenta líder em monitoramento corporativo, capaz de registrar tempo de trabalho, atividade em aplicativos e navegação na internet. Entre seus recursos estão capturas de tela e gravações detalhadas do uso do computador, incluindo o registro de teclas digitadas, o que levanta preocupações sobre privacidade, especialmente em regimes de trabalho remoto. A ação judicial foi anunciada pelo sindicato IWGB Game Workers Union, que acusa a empresa de violar leis de proteção de dados e a “dignidade básica” dos funcionários. Segundo a entidade, o monitoramento teria ultrapassado os limites legítimos ao registrar atividades dentro das casas dos trabalhadores sem consentimento. “A cultura tóxica de sigilo e microgerenciamento da Build A Rocket Boy é uma das piores que já vi em meus 20 anos de carreira na indústria de jogos”, afirmou Chris Wilson, animador cinematográfico-chefe da MindsEye, em comunicado. “Embora tenham cedido à nossa principal exigência de remover o Teramind de nossos dispositivos, muitas questões ainda permanecem sobre suas ações. Só podemos supor que esse software foi adicionado como parte de seus esforços para nos microgerenciar, um resultado da desconfiança que nutrem em relação aos seus funcionários. Isso criou uma atmosfera de desconforto, algo que não contribui para a produção de bons videogames”. Essa ação é independente de outro processo movido pelo mesmo sindicato, que acusa a empresa de conduzir de forma irregular demissões em massa ocorridas em 2025. Cerca de 300 funcionários foram desligados após o lançamento desastroso de MindsEye. Inscreva-se no canal do IGN Brasil no Youtube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, BlueSky, Threads, Instagram e Twitch! | Siga Bruno Renzi no Instagram e Backloggd