Histórico: Presidente do São Paulo é afastado e sofrerá processo de impeachment

admin
17 Jan, 2026
Pela primeira vez em 96 anos de história, o clube do Morumbi vê um presidente ser afastado por votação no Conselho Deliberativo. Decisão final cabe agora à Assembleia de Sócios. SÃO PAULO – O São Paulo Futebol Clube viveu uma noite histórica e conturbada nesta sexta-feira (16). Em votação realizada no Salão Nobre do Morumbi, o Conselho Deliberativo aprovou a abertura do processo de impeachment contra o presidente Julio Casares. Com o resultado, o dirigente foi afastado imediatamente do cargo. A sessão, que encerrou às 22h30, ocorreu em formato híbrido (presencial e online), após o clube obter uma vitória em decisão judicial que garantiu a realização do pleito. Ao todo, 188 conselheiros votaram favoravelmente à saída do dirigente, consolidando uma marca inédita na política tricolor. Desde a fundação do clube, em 1930, Julio Casares é o primeiro presidente a sofrer um processo de afastamento desta magnitude. Apesar do afastamento imediato determinado pelos conselheiros, o rito institucional ainda não está concluído. De acordo com o estatuto do clube, a decisão precisa ser ratificada pelos associados. Uma assembleia de sócios deverá ser convocada em um prazo de até 30 dias. Desse modo, caberá aos sócios decidir, em última instância, se o impeachment será confirmado de forma definitiva ou se o dirigente retoma suas funções. O clima nos bastidores do Morumbi é de intensa movimentação política. A oposição celebra o que chama de “resgate da democracia interna”, enquanto aliados do presidente afastado ainda buscam estratégias jurídicas para reverter a situação antes da convocação dos sócios. Edmundo Santos Silva (Flamengo, 2002): É frequentemente citado como o primeiro caso de grande impacto na era moderna. Ele foi destituído pelo Conselho Deliberativo após denúncias de má gestão e irregularidades financeiras. José Carlos Peres (Santos, 2020): Após um longo processo político, os sócios do Santos ratificaram o impeachment de Peres, que foi acusado de irregularidades administrativas e gastos sem comprovação. Muitas vezes, o processo de impeachment não chega ao fim porque o presidente renuncia antes da votação final para evitar punições maiores (como a perda dos direitos políticos). No próprio São Paulo, isso aconteceu com Carlos Miguel Aidar em 2015, que renunciou em meio a graves denúncias de corrupção e pressão pelo seu afastamento. Augusto Melo (Corinthians, 2025): Em um evento muito recente (agosto de 2025), o presidente do Corinthians também foi afastado após votação dos sócios, tornando-se um dos casos mais recentes antes de Casares. Fique por dentro: Acompanhe as atualizações sobre o desfecho da crise política no São Paulo e outras notícias do esporte nacional aqui no portal de O Imparcial .