De Agnaldo Timóteo a convidada trans: momentos marcantes de Luciana Gimenez no “SuperPop”
17 Jan, 2026
Luciana Gimenez marcou época na TV brasileira com o “SuperPop”, que ficou no ar durante 24 anos sob sua tutela. Nesta sexta-feira (16/1), a RedeTV! anunciou que a apresentadora não ficará mais à frente da atração, que passará a ter um novo rosto. O reuniu momentos icônicos do programa para quem já está com saudade. A convidada trans Rebeca participou do “SuperPop” afirmando que já havia enviado currículo à emissora e que chegou a conversar em inglês com Luciana Gimenez, mas nunca foi chamada para trabalhar no programa ou na casa. Segundo ela, o interesse da apresentadora teria surgido apenas depois de sua transição, quando se tornou uma mulher trans, o que motivou a acusação ao vivo. A declaração gerou um embate direto no estúdio, elevou o tom da conversa e culminou no momento que viralizou com o famoso “Cê tá brava?”. Era mais uma edição do “SuperPop” dedicada ao tema da homossexualidade, semelhante a tantas outras já abordadas no programa de Luciana Gimenez — assunto que sempre garantiu audiência. Entre os convidados estavam o então deputado Jair Bolsonaro e o cantor Agnaldo Timóteo. O momento que entrou para a história da televisão veio quando o jornalista Felipeh Campos cometeu uma gafe ao afirmar: “Todo mundo sabe, eu sou assumidamente gay, como o Timóteo também é”. “Não sou, não”, rebateu Agnaldo. “Ah, não?”, reagiu Felipeh, surpreso. Tentando conter o riso, Luciana Gimenez arregalou os olhos para a câmera, enquanto a plateia foi ao delírio. Depois das eleições de 2008, Luciana Gimenez promoveu no “SuperPop” um debate que reuniu Léo Áquila, Sérgio Mallandro e Gretchen para discutir a entrada de “famosos na política”, ao lado da deputada Havanir Nimtz e de um bispo. Um momento mais recente foi quando Andressa Urach se lançou como MC Ímola. Nem mesmo a irreverência de Luciana Gimenez fez com que ela escondesse suas emoções no momento, digamos, histórico. A vice-Miss Bumbum cantou a canção “Aceita” no palco do “Superpop” e viralizou. Em um debate sobre religião no “SuperPop”, Luciana Gimenez contou com a participação de Padre Quevedo, Toninho do Diabo e Robério de Ogum. Durante a conversa, a apresentadora provocou um dos convidados ao perguntar: “‘Seguidor de Satanás’. Isso é profissão, Toninho?”. No “SuperPop” de 2016, Luciana Gimenez recebeu Jair Bolsonaro. Em uma dessas participações, o então deputado — que já buscava viabilizar uma possível candidatura à Presidência da República — causou repercussão negativa ao surpreender o público. Ao falar sobre a diferença salarial entre homens e mulheres, afirmou: “Não empregaria [homens e mulheres] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente”, disse diante de uma mulher que chegou a tentar rebater a declaração, sem sucesso. Em 2016, durante a passagem dos Rolling Stones pelo Brasil, Luciana Gimenez obteve uma entrevista exclusiva com Mick Jagger, vocalista da banda. Os dois são pais de Lucas Jagger. Luciana Gimenez conversou com o atual presidente dos EUA, Donald Trump, em 2010, quando o americano nem pensava em política. Durante a entrevista, realizada no escritório de Trump em Manhattan, Luciana tentou descontrair o clima e pediu para cumprimentá-lo com um beijo. “Você pode me beijar a noite toda se quiser”, respondeu ele. Ao longo da entrevista, a apresentadora chegou a tocar no topete de Trump e questionou se era implante. “Não, é meu cabelo mesmo”, afirmou.