Controle de combustível segue como principal ponto de perda financeira no transporte rodoviário

admin
27 May, 2026
Controle de combustível segue como principal ponto de perda financeira no transporte rodoviário Falhas operacionais, falta de integração e baixa rastreabilidade ampliam desperdícios e reduzem previsibilidade financeira das transportadoras O combustível continua sendo o principal centro de custo do transporte rodoviário brasileiro e um dos maiores pontos de vulnerabilidade operacional das transportadoras. Em um setor altamente pressionado por margens apertadas, pequenas falhas de controle podem gerar impactos relevantes no resultado financeiro das empresas. Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o diesel representa aproximadamente 35% dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas no Brasil, sendo o item de maior peso na composição do frete. Além da volatilidade de preços, empresas do setor enfrentam desafios relacionados a controle operacional, rastreabilidade e integração de informações. Com quatro décadas de atuação em gestão empresarial, a Vilesoft observa que muitas PMEs enfrentam perda de eficiência justamente no momento em que aceleram crescimento e aumentam complexidade operacional "O combustível não representa apenas o maior custo da operação. Ele também concentra um dos maiores riscos de perda financeira quando a empresa não possui controle integrado entre frota, abastecimento e gestão financeira", afirma Roger Maia, fundador e CEO da Vilesoft. Segundo a empresa, registros manuais, controles descentralizados em planilhas e ausência de rastreabilidade por veículo ou motorista ainda fazem parte da rotina de muitas transportadoras brasileiras. Na prática, isso dificulta auditorias operacionais, reduz a confiabilidade das informações e aumenta a exposição a inconsistências entre consumo real e dados registrados. De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel acumulou forte volatilidade nos últimos anos, pressionando ainda mais o controle de custos das transportadoras e aumentando a necessidade de previsibilidade operacional. "Em operações com margem apertada, pequenas perdas acumuladas ao longo do tempo podem comprometer significativamente o resultado financeiro da empresa", explica Roger Maia. A Vilesoft destaca que muitas inconsistências surgem da falta de integração entre abastecimento, manutenção, logística e financeiro. Entre os problemas mais comuns estão dificuldade para identificar desperdícios, inconsistências no cálculo de custo por viagem, baixa padronização de processos entre filiais e demora na consolidação de indicadores operacionais. "Quando os dados operacionais não conversam com as informações financeiras, o gestor perde visibilidade da operação e passa a tomar decisões com menor precisão", afirma Flávio Henrique Fonseca de Andrade, diretor de tecnologia da Vilesoft. Segundo ele, a automação vem se tornando um dos principais fatores para redução de perdas no setor. Com sistemas integrados, as transportadoras conseguem registrar abastecimentos em tempo real, vincular consumo a veículos, rotas e motoristas, além de cruzar automaticamente informações operacionais e financeiras. "O controle deixa de ser apenas operacional e passa a ter impacto estratégico. Hoje, eficiência no consumo influencia diretamente competitividade, precificação de frete e capacidade de expansão da operação", diz Flávio. Na avaliação da empresa, transportadoras mais eficientes normalmente possuem processos padronizados de abastecimento, indicadores em tempo real, integração entre áreas e menor dependência de controles manuais. Esse modelo aumenta previsibilidade financeira, melhora rastreabilidade e reduz vulnerabilidades operacionais. "Cada vez mais, competitividade no transporte depende da capacidade da empresa de transformar dados operacionais em gestão eficiente de custos. Sem integração e rastreabilidade, isso se torna muito mais difícil", conclui Roger Maia. Conheça o Valor One Acompanhe os mercados com nossas ferramentas