Ancelotti trata Neymar como fez em crise com Rivaldo antes de sua Champions
30 May, 2026
Há uma série de pontos em que pode haver divergência com Carlo Ancelotti. Há quem não convocasse Neymar — este colunista. Ou quem o cortasse agora - eu também. Mas o direito de Ancelotti é manter aquiilo em que acredita, especialmente se a gestão da crise levar ao título mundial. A CBF esperou Neymar chegar à Granja Comary, para não invadir a jurisdição do Santos, que mentia ao chamar a lesão de edema. Assim que recebeu o jogador, levou-o para um exame e teve certeza da gravidade. Evitou o conflito ao fazer um pronunciamento em vez de entrevista coletiva. Pela transparência, conferência de imprensa seria perfeito. Pela gestão da crise, talvez não. Ancelotti treina o time e deixa Neymar ao largo. Mais ou menos como fez com Rivaldo, sobre quem relata em seu livro "O Sonho" ter sido o único brasileiro com quem teve problema. Rivaldo foi informado por Ancelotti que não jogaria uma partida. Não gostou. Ouviu que jogaria a próxima e se surpreendeu ao saber que também ficaria no banco. Ancelotti, então, foi surpreendido porque Rivaldo conversou com Silvio Berlusconi sobre a situação. Sem escândalo e sem alarde, sem revanchismo, nem castigo, Ancelotti seguiu seu trabalho. Ganhou a Champions com Shevchenko e Inzagui, Rui Costa como ponta-de-lança. Na finalíssima, Rivaldo estava no banco. Hoje, os dois se dão super bem. Zero resquício da crise. Rivaldo tem a honra de ter vencido sua única Champions pelo Milan, de Ancelotti. O Mister tem o orgulho de ter sido técnico de Rivaldo, não em seu melhor momento de carreira. Se Neymar vai jogar, problema de Neymar. O de Ancelotti é montar o time e levá-lo o mais longe possível na Copa do Mundo. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.