Defesa de Zambelli alegará que prisão no DF desrespeita direitos humanos

admin
19 Jan, 2026
A defesa da ex-deputada Carla Zambelli vai alegar à Corte de Apelação de Roma, na Itália, que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia (destino previsto para a ex-parlamentar), viola os direitos humanos. O que aconteceu Audiência está marcada para amanhã às 9h. Expectativa é que a ex-deputada compareça à audiência. Advogado de Zambelli na Itália, Pieremilio Sammarco não detalhou os argumentos, mas afirmou à reportagem do UOL que preparou uma defesa "aprofundada" e que "as condições da Colmeia são dramáticas e não respeitam os direitos humanos". Defesa analisou relatório de Moraes sobre o presídio. Os advogados tiveram um mês desde a última audiência, em 18 de dezembro, para examinar um documento de 11 páginas enviado pelo ministro Alexandre de Moraes à Justiça italiana. O documento descreve as condições da Colmeia e inclui uma série de fotos do local. Última audiência foi desmarcada por causa do relatório. Na ocasião, os advogados Pieremilio e Alessandro Sammarco informaram ter recebido o documento um dia antes e solicitaram prazo para análise. Os juízes aceitaram o pedido e remarcaram a sessão para amanhã. Segundo a defesa, a documentação está incompleta, pois faltam imagens do banheiro e da cela específica onde Zambelli cumpriria a pena. Defesa pediu sucessivos adiamentos. O da audiência do dia 18 foi o mais recente. Outras duas audiências anteriores também foram remarcadas. Os pedidos são vistos como estratégia para ganhar tempo, já que cada prolongamento mantém a ex-deputada em solo italiano. Primeira audiência ocorreria em 27 de novembro. Mas teve de ser remarcada porque os advogados de Zambelli decidiram aderir a uma greve da categoria. Segundo adiamento ocorreu em 4 de dezembro . Na ocasião, a defesa pediu para analisar um parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara que defendia a manutenção do mandato dela. O parecer, usado como argumento para evitar a extradição, acabou rejeitado dias depois —a CCJ decidiu, com margem apertada, pela cassação . Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro. Após a CCJ votar pela cassação de Zambelli, o plenário da Câmara decidiu manter o mandato. Mas o STF anulou a sessão da Câmara e a reação de Zambelli foi apresentar sua carta de renúncia . Ex-deputada foi presa na Itália em julho. Em outubro, o Ministério Público italiano já havia se manifestado a favor da extradição. STF condenou Zambelli em dois processos. Ambos estão com trânsito em julgado (sem possibilidade de novos recursos), o que torna imediato o início do cumprimento da pena. Ela tem a cumprir: Equipe de defesa de Zambelli sofreu uma baixa. O advogado Giuseppe Bellomo não acompanha mais o caso.