Antonelli forte, Russell perdido e Bortoleto realista: o que esperar do GP
7 Jun, 2026
Antonelli forte, Russell perdido e Bortoleto realista: o que esperar do GP Resumo Kimi Antonelli vai largar na ponta no GP de Mônaco e ainda por cima viu o companheiro George Russell sofrer com falta de confiança em sua Mercedes e ficar apenas na sexta colocação no grid da corrida que começa às 10h da manhã deste domingo (7), pelo horário de Brasília. É uma grande chance para o líder do campeonato ampliar ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato, que já é de 43 pontos após seis etapas. "Certamente há algo que estou fazendo que não está ajudando o carro. O tempo de volta vinha fácil nas primeiras corridas, mas agora estou sofrendo muito", disse um desolado Russell. E a situação não deve melhorar significativamente na corrida porque a expectativa dos pilotos é por mais um GP de Mônaco em que será muito difícil ultrapassar. Os carros estão menores e mais ágeis, mas ainda assim Mônaco não apresenta grandes oportunidades de ultrapassagem. Do ponto de vista da estratégia, os pneus duram bastante em Mônaco, então não há muito o que possa ser feito de diferente. A estratégia, na verdade, é ditada mais pelo trânsito: os líderes só vão parar quando abrirem uma vantagem suficiente para voltar à frente dos carros mais lentos, e quem estiver largando mais atrás pode tentar sair com o pneu duro para ficar mais tempo na pista antes de fazer o pitstop. Uma chance para os rivais de Antonelli é a largada, o ponto fraco do italiano até aqui na temporada. Por outro lado, ele estreou mudanças no procedimento e na embreagem no Canadá e largou bem melhor por lá. Por tudo isso, até mesmo Lewis Hamilton, que larga em terceiro - atrás de Antonelli e de Max Verstappen - e teve um ótimo ritmo ao longo dos treinos livres, acredita que só teria chance real de vencer se chovesse ou se acontecesse algo muito fora do normal. A Ferrari saiu do sábado como a grande decepção, mas a verdade é que eles não tiveram um fim de semana tão limpo como era esperado. Hamilton explicou que o comportamento do carro mudou bastante no Q1 da classificação, e isso atrapalhou sua construção de confiança ao longo da sessão. E o especialista em Mônaco, Charles Leclerc, passou o fim de semana inteiro reclamando da inconsistência dos freios. Para Oscar Piastri, só quem está largado fora de posição, ou seja, em uma posição pior do que o ritmo do carro permitiria fazer, tem chances reais de progredir no caso de uma corrida normal. Esse será o caso de Gabriel Bortoleto, que quebrou a suspensão da Audi em um toque no guard rail no Q1. Ele frequentou o top 10 em todos os treinos livres, mas vai largar em 16o. O brasileiro, contudo, estava desanimado depois da prova. "Eu acho que não vai ter muito o que fazer. O botão de ultrapassagem não vai fazer uma grande diferença nos pontos que dá para ultrapassar. A gente recupera mais do que dá para gastar por volta. Então, não tem aquela diferença que a gente vê em outras pistas", explicou. Existe, na verdade, um outro desafio relacionado às novas unidades de potência na pista de Mônaco. Devido às características do circuito, com muitas curvas de baixa velocidade, o turbo sofre para ser alimentado e o MGU-K é usado para esta função. Porém, dependendo da situação, essa energia não é suficiente, como explicou o chefe da McLaren, Andrea Stella. Em outros lugares, o foco principal era a distribuição de potência nas retas, mas aqui, tem mais a ver com o turbo, algo que pode ser mitigado com o MGU-K, até certo ponto, mas não completamente, porque pode não haver MGU-K suficiente. Isso é algo que pude observar em praticamente todos os carros e equipes, e que se torna importante, por exemplo, ao controlar o tráfego. Imagine um carro rápido se aproximando, obrigando a reduzir a velocidade no último setor. Isso pode expor alguns desses problemas e afetar o desempenho. Andrea Stella Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.