Novo sistema de Ancelotti encaixota Vini Jr após brilho contra Panamá

admin
7 Jun, 2026
Novo sistema de Ancelotti encaixota Vini Jr após brilho contra Panamá Resumo A seleção brasileira deixou o amistoso contra o Egito com uma sensação positiva em relação ao funcionamento coletivo do meio campo, mas também com uma dúvida importante a poucos dias da estreia na Copa do Mundo, no dia 13, contra Marrocos. O novo sistema testado por Carlo Ancelotti deu mais fluidez à equipe, porém reduziu o protagonismo de Vinicius Júnior, principal aposta individual do treinador para o torneio. Ele ficou encaixotado pela esquerda, com pouca participação. A formação com Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá juntos trouxe mais controle e dinâmica ao setor central. O Brasil circulou melhor a bola e encontrou mais alternativas para construir as jogadas. Em contrapartida, Vini apareceu menos, recebeu menos em condições de acelerar e teve dificuldade para reproduzir o desempenho que havia apresentado dias antes diante do Panamá. Depois de uma temporada com 32 participações em gols pelo Real Madrid, o atacante parecia ter encontrado um caminho para finalmente transportar à seleção o rendimento que o transformou em um dos melhores jogadores do mundo. Contra o Panamá, marcou um gol, deu uma assistência e foi o principal destaque ofensivo da equipe. Os números mostram uma mudança significativa de cenário diante do Egito. Segundo o Sofascore, Vinicius tocou na bola apenas 20 vezes, uma queda de 33% em relação às 30 participações registradas contra os panamenhos. O volume de dribles também despencou: foram apenas três tentativas, metade das realizadas na partida anterior. Outro dado ajuda a explicar a perda de influência. O Sofascore registra as chamadas conduções progressivas, arrancadas de pelo menos cinco metros com a bola dominada. Contra o Panamá, Vini teve 11 ações desse tipo. Contra o Egito, apenas quatro. A leitura interna da comissão técnica, porém, é diferente. Ancelotti gostou da associação entre Vinicius e Raphinha, que atuou por dentro em diversos momentos, quase como um quarto homem de meio campo. Na avaliação do treinador, o novo encaixe tem potencial para fortalecer o funcionamento coletivo da equipe ao longo da Copa. Após a partida, o italiano minimizou qualquer preocupação com o rendimento do atacante. Disse que não precisa ter uma conversa específica com o jogador e afirmou ter certeza de que verá sua melhor versão durante o Mundial. A confiança de Ancelotti se apoia no histórico construído pelos dois no Real Madrid. Sob o comando do italiano, Vinicius alcançou o auge da carreira e se consolidou como protagonista do clube espanhol. O desafio agora é repetir essa parceria em um ambiente diferente. Prova disso é que vários atletas sabem que precisam se sacrificar para deixar Vini mais confortável. Matheus Cunha e Raphinha são exemplos disso. Até aqui, porém, a história segue incompleta. Mesmo depois de mudanças de treinadores, ajustes táticos e diferentes funções em campo, Vinicius ainda não conseguiu empolgar de forma consistente com a camisa da seleção brasileira. A expectativa era de que Ancelotti fosse justamente o técnico capaz de destravar esse processo. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.