Secretário admite estudo para retomar Nosso Prato
20 Jan, 2026
O Nosso Prato, restaurante popular de São Caetano fechado em novembro pela Prefeitura, poderá reabrir sob um novo modelo de atendimento, com unidades menores e descentralizadas. A projeção é do titular da Seais (Secretaria de Assistência e Inclusão Social), Thiago Mata. “Existe a vontade do governo em continuar com o programa, mas de uma forma diferente, porque (o restaurante) é custeado 100% com recursos do município”, afirmou, sem estipular prazos. O estudo, ainda em fase embrionária, considera alterar o modelo de gestão para que os recursos beneficiem exclusivamente a população local. “Diferentemente do SUS (Sistema Único de Saúde), que deve atender a todos de forma universal, o dinheiro público para a assistência social é exclusivo aos munícipes”, declarou. Inaugurado em dezembro de 2023, o restaurante atendeu por aproximadamente um ano a todos que apresentassem o Cartão São Caetano. O serviço funcionou bem nesse modo, até a oposição ao antigo governo e a atual gestão, do prefeito Tite Campanella (PL), provocar a Justiça, questionando a legalidade do cadastro único municipal. Com a suspensão da exigência do documento, o Nosso Prato – que oferecia café da manhã por R$ 0,50 e almoço por R$ 1 – passou a receber pessoas de outras cidades, o que causou superlotação. Dessa forma, a meta social do programa, focado na população local, perdeu o objetivo proposto. LEIA MAIS: Sem mecanismos legais para restringir o benefício a quem paga impostos na cidade, e após queixas de comerciantes dos bairros Fundação e Centro, a Prefeitura resolveu desativar temporariamente o serviço para redesenhá-lo. A proposta de descentralização prevê a instalação de unidades em outros bairros, com metodologias de controle que sejam aceitáveis por legislações específicas. Ao Diário , Thiago Mata garantiu que a gestão enxerga com bons olhos a criação de unidades menores. A declaração pode ser interpretada como uma resposta ao ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), o qual afirmou que o escopo inicial do projeto previa a abertura do serviço nos Centros da Terceira Idade. “Pode ser uma das vertentes para que voltemos a atender essas pessoas”, disse o secretário. Thiago Mata lembrou que, antes mesmo do fechamento da unidade, outras possibilidades já estavam sob análise de viabilidade de impacto social e financeiro. O secretário pontuou, ainda, que das 79 pessoas em situação de rua e extrema vulnerabilidade social, apenas 17 utilizavam o Nosso Prato. Além disso, ressaltou que os demais moradores que dependiam do serviço continuaram assistidos, seja por meio do recebimento de cestas de alimentos ou de créditos para compras em estabelecimentos credenciados.