IA generativa: 16% dos brasileiros com smartphone assinam versão paga

admin
16 Jun, 2026
Dezesseis por cento (16%) dos brasileiros com smartphone são assinantes de um serviço pago de inteligência artificial generativa . A proporção é maior entre os homens (19%), os jovens de 16 a 29 anos (19%) e as pessoas das classes A e B (18%). É o que revela a nova pesquisa Super Panorama Mobile Time/Opinion Box , que será lançada na próxima quarta-feira, 17. Considerando tanto o acesso pago quanto o gratuito, três em cada quatro brasileiros com smartphone — ou 75,6%, para ser exato — usaram assistentes de inteligência artificial generativa nos últimos 12 meses. A tecnologia é mais popular entre os jovens e as pessoas das classes A e B. No grupo de 16 a 29 anos, 85,4% usam assistentes de IA, ante 78,3% da faixa de 30 a 49 anos e 64,8% daquela com 50 anos ou mais. Nas classes A e B, são 82,1%, em comparação com 77% da classe C e 71,8% das classes D e E. Não há diferença significativa por gênero. No grupo que usa IA generativa, 91,8% são usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês), ou seja, utilizam a ferramenta pelo menos uma vez por mês. Além disso, 46,2% conversam com assistentes de IA todos os dias ou quase todos os dias. Os números revelam o alto engajamento com essa tecnologia. O brasileiro prefere conversar com assistentes de IA pelo smartphone (68,4%) a fazê-lo pelo computador (24,9%) ou por outros dispositivos (6,7%). A alta penetração de smartphones em contraposição à baixa presença dos computadores nos lares brasileiros explica essa diferença. Inteligência artificial generativa: ChatGPT lidera o mercado Atualmente, o ChatGPT é, disparado, o assistente de IA generativa mais popular entre os brasileiros, tendo sido utilizado por 79,7% daqueles familiarizados com essa tecnologia. Gemini (54,5%), Meta AI (34,8%) e Copilot (16,3%) vêm em seguida, nesta ordem. As consultas para tirar dúvidas sobre assuntos diversos (55,1%), a busca na Internet (41,8%), a geração e a edição de imagens (36,5%) e a revisão e a produção de textos (35,7%) são as finalidades mais populares entre os brasileiros no uso dessa ferramenta. Note-se que 9% buscam aconselhamento sentimental com os assistentes, com incidência maior entre as mulheres (10,7%), os jovens de 16 a 29 anos (14,6%) e as pessoas das classes D e E (11,4%). Além disso, 8,3% afirmam que conversam com assistentes de IA para passar o tempo. Os maiores percentuais foram verificados entre os jovens de 16 a 29 anos (11,5%) e as pessoas das classes D e E (11,4%). “Esse cenário se conecta diretamente com um ponto central: a tecnologia está ocupando espaços relacionais. Quando alguém recorre à IA para falar de sentimentos ou para não se sentir sozinho, não estamos apenas diante de inovação, mas de um deslocamento de vínculo. E esse vínculo é mediado por sistemas que não são neutros e que podem influenciar emoções, decisões e percepção de realidade. Em um contexto em que avançamos da economia da atenção para a economia da intenção, o desafio deixa de ser apenas saber usar a tecnologia e passa a ser entender como ela nos afeta, especialmente quando começa a ocupar lugares que antes eram exclusivamente humanos”, comenta Paula Martini, especialista em tecnologia e sociedade. A pesquisa traz um capítulo inteiro dedicado à IA generativa e outros sobre redes sociais, mensageria, uso de apps e outros serviços digitais. O relatório será disponibilizado para download gratuito nesta quarta-feira, 17, com envio em primeira mão por email mediante cadastro prévio aqui. Foram entrevistados 4.138 brasileiros que possuem smartphone, entre os dias 4 e 24 de março. A amostra respeita as proporções da população brasileira por gênero, idade, classe social e distribuição regional. A margem de erro é de 1,5 p.p.