Globo prioriza uso de RCPs para cobertura em grandes eventos

admin
17 Jun, 2026
A utilização de redes celulares privativas (RCPs) em grandes eventos é prioridade para a Rede Globo na cobertura de qualquer grande evento esportivo, jornalístico ou de entretenimento no Brasil. Segundo Cristian Tadeu Augusto da Silva, coordenador de infraestrutura e telecom da companhia em São Paulo, a utilização de RCPs colabora para agilizar processos de implementação. “O fato é que, em toda a oportunidade hoje da cobertura dos grandes eventos, nós priorizamos a utilização de infraestrutura de rede privada de 5G ou 4G para poder agilizar o processo de montagem”, disse durante o MPN Forum , evento organizado por Mobile Time nesta terça-feira, 16. “É menos infraestrutura que a gente precisa levar para os locais. Assim, independentemente dos eventos que venham a acontecer, nós vamos sempre priorizar o uso desses recursos”, completou. Um desses eventos é a Fórmula 1. Como a Globo recebeu de volta os direitos para transmitir as corridas, a emissora já começou as tratativas para avaliar a implementação de uma rede privativa no Autódromo de Interlagos, que receberá o GP de São Paulo no final de semana de 8 de novembro . Na última semana, a Globo e a equipe da F1 fizeram uma visita técnica no Autódromo. Experiência da Globo em RCPs A emissora tem uma vasta experiência na implementação e uso de redes celulares privativas nos padrões 4G e 5G, inclusive no Autódromo paulistano que recebe eventos de música. Foi o caso dos festivais de música The Town e Lollapalooza. Além disso, a Globo também usa RCPs na transmissão do Carnaval em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife – esse último com core de rede na nuvem. Nesses casos, as redes ainda combinam o uso de redes públicas com network slicing. Essas RCPs são de uso temporário. Mas a companhia também possui redes privativas proprietárias fixas na região da Avenida Paulista (próximo ao Masp) e no Estádio do Maracanã. Segundo Augusto da Silva, a expectativa da Globo em 2026 é levar mais RCPs próprias para os estádios, mas isso dependerá de negociação com cada administrador dos estádios. Na emissora, as redes privativas são usadas para levar conectividade às câmeras (por meio da mochila LiveU) e comunicação entre a equipe técnica. O seu objetivo é garantir baixa latência e banda dedicada para a transmissão em 4K ou HD, além de reduzir e dar mais dinâmica à montagem da infraestrutura necessária para a cobertura de um evento. Imagem principal: Fernando Paiva, diretor editorial do Mobile Time (à esq.) e Cristian Tadeu Augusto da Silva, coordenador de infraestrutura e telecom da companhia em SP. Crédito: Galeria Marcos Mesquita/Mobile Time)