Com nome complicado, BZ4X é primeiro carro elétrico da Toyota à venda no Brasil
30 Jun, 2026
Timidamente, a Toyota inicia sua saga elétrica no Brasil. O primeiro modelo a chegar é o SUV médio BZ4X, e até o nome complicado mostra que a marca japonesa não tem muito interesse nesse mercado. Eis o que o enigma significa: o veículo faz parte da linha Beyond Zero ("além da emissão zero" em inglês), sendo um modelo do mesmo porte do híbrido RAV4, o que justifica o número inserido na sigla. Já a letra X remete ao uso fora de estrada. Apenas 99 unidades chegarão ao Brasil neste momento, com preço sugerido de R$ 419.990. O valor é alto diante dos concorrentes chineses de mesmo porte, como o BYD Yuan Plus (R$ 269.990), o Geely EX5 Max (R$ 225,8 mil) e o GAC Aion V (R$ 219.990). Entre os argumentos da Toyota para justificar o valor pedido, estão a confiabilidade transmitida pela marca no Brasil, a tração integral, a alta potência (343 cv) e o posicionamento premium. O modelo japonês está posicionado entre os SUVs elétricos de luxo, pelo menos no quanto custa. O BMW iX1 (306 cv), por exemplo, custa a partir de R$ 383.950. O BZ4X está sendo distribuído por concessionárias de grandes cidades. A montadora afirma que qualquer cliente poderá encomendá-lo, mesmo que a loja da sua região não disponha do carro no showroom. As lanternas traseiras seguem a moda e são interligadas por uma barra luminosa. Na dianteira, os faróis pequenos deixam que os LEDs instalados junto ao capô transmitam o estilo do carro. Os para-lamas e o teto são sempre pintados de preto. Além dos equipamentos triviais no segmento (ar-condicionado digital, direção assistida etc.), a lista de itens de série inclui bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação. O espaço na segunda fila é amplo, embora o assoalho elevado possa causar desconforto aos ocupantes. Essa é uma característica de muitos carros elétricos, devido à acomodação das baterias no assoalho. O pacote de segurança traz oito airbags e o sistema ADAS (sigla em inglês para Sistema Avançado de Assistência ao Motorista) com frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência e centralização em faixa, entre outros recursos. O volante cheio de botões lembra o utilizado pela Citroën no antigo sedã C5. É um alento em tempos de telas táteis e uma vantagem diante dos concorrentes chineses, que exigem mais do motorista na hora de acessar funções básicas do veículo. O painel de instrumentos do BZ4X fica posicionado acima do volante. É outra solução que remete aos carros franceses —nesse caso, da linha Peugeot. Com 452 litros de capacidade, o porta-malas tem um nicho que acomoda o carregador portátil. Seu plugue é do tipo mais comum, com pinos finos de 10 amperes. A escolha facilita recargas em tomadas residenciais de 220 V, mas, nesse caso, são necessárias 33 horas para encher a bateria. Segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), a autonomia do BZ4X é de 361 km. A garantia padrão é de cinco anos, mas pode chegar a dez caso o motorista continue seguindo o plano de revisões proposto pela Toyota.