Como Scaloni e De la Fuente saíram de anônimos para cérebros da Copa
18 Jul, 2026
Resumo O técnico brasileiro Sylvinho, ex-Corinthians, Lyon e seleção da Albânia conta que algo mudou em seu pensamento sobre futebol quando viu jogadores argentinos saírem da Galícia, Vigo ou La Coruña, juntos e de carro, viajando por quatro horas até Madri para fazerem cursos de técnico. Faziam parte desse grupo jogadores como Eduardo Berizzo, Pablo Caballero e Gustavo López. "Scaloni fez o mesmo numa geração posterior", disse Sylvinho sobre como se impressionou com o interesse dos argentinos pelos cursos no início deste século. O técnico da Argentina teve como um de seus mestres na Escola de Las Rozas, perto de Madri, o atual técnico da Espanha, Luis de la Fuente. O conhecimento valia o esforço e permitiu a Scaloni tornar-se assistente de Jorge Sampaoli e, a seguir, formar sua própria comissão técnica com seus antigos colegas do Mundial sub-20 de 2007, Pablo Aimar e Walter Samuel. Scaloni fez o primeiro gol da vitória argentina por 2 a 0 sobre o Brasil de Alex e Pedrinho, naquele Mundial sub-20. Foi a primeira vez que o planeta ouviu o nome do jogador, mais tarde campeão espanhol pelo Deportivo La Coruña, junto com Mauro Silva e Djalminha, antes de se tornar técnico campeão mundial. Luis de la Fuente saiu de jogador discreto do Athletic Bilbao, bicampeão espanhol 1983/1984, para instrutor do curso de Las Rozas e parte fundamental do trabalho de formação de jogadores da seleção espanhola. Técnico campeão europeu sub-19, depois sub-20, vice-campeão olímpico, assumiu o posto de Luis Enrique depois da queda da Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022, no Qatar. Na América do Norte, conquista o que o técnico tricampeão da Champions League, Luis Enrique, não alcançou. Leva a Espanha à sua segunda final de Copa do Mundo. Pode se tornar o segundo homem na história campeão mundial dois anos depois de conquistar a Eurocopa. Apenas o alemão Helmut Schön conseguiu isso, entre 1972 e 1974. De la Fuente, como Schön, saiu de obscuro jogador para treinador obstinado pelo conhecimento. Não pelas táticas, mas pela criação de ambientes e de estratégias. Fala sobre formações de equipes com humanidade, não como um cientista. Desde o título de 2010, a Espanha não passava das oitavas-de-final. Está na decisão. "Scaloni e eu temos muita afinidade e trabalhamos equipes a partir de nossos conceitos. Tenho admiração, admiração e admiração", disse De la Fuente sobre o colega e sobre a Argentina como rval. Tanto Scaloni quanto De la Fuente venceram com base na mistura da experiência do campo com o conhecimento das salas de aula. Tática, técnica e gestão de pessoas misturadas com competência. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.