George Russell sai da primeira metade da temporada como o grande perdedor

admin
29 Jul, 2026
George Russell sai da primeira metade da temporada como o grande perdedor Resumo Oficialmente, a temporada da Fórmula 1 ainda não chegou à sua metade: foram 11 etapas disputadas, com mais 12 pela frente. Mas a chegada da pausa de agosto traz aquele clima de "balanço de meio de ano". E ele não é nada positivo para George Russell. O britânico de 28 anos passou por um pouco de tudo nestes sete primeiros meses. Começou o campeonato como o franco favorito, dada a superioridade da Mercedes nos testes e a inexperiência do companheiro Kimi Antonelli, que acaba de fazer 19 anos e está em sua segunda temporada na F1. Quando venceu na etapa de abertura do campeonato, na Austrália, disse amar o carro e amar o motor. Mas não durou muito. As outras duas corridas que a F1 conseguiu fazer antes dos cancelamentos no Oriente Médio foram vencidas por Antonelli, mas Russell se dizia tranquilo. Acreditava que o rendimento da parte dele continuava forte, e que os resultados foram circunstanciais (na China, houve um problema em sua asa na classificação, e no Japão, um SC apareceu em um momento ruim para ele). Mesmo em Miami, quando foi atropelado por Antonelli, Russell não demonstrou preocupação. "Claramente, uma corrida atípica", disse o britânico, quarto colocado enquanto o companheiro vencia novamente. Afinal, era uma pista em que Antonelli tinha andado muito bem em seu ano de estreia. Eles chegam ao Canadá e têm a batalha mais apertada do campeonato até aqui, tanto na sprint, quanto no GP, até que a bateria do motor do britânico quebra. "Parece que alguém não quer que eu lute pelo campeonato. Em três das últimas cinco corridas aconteceu algo contra nós, estou sem palavras." A essa altura do campeonato, Russell ainda acreditava fortemente que, sem problemas técnicos e falta de sorte nas corridas, ele conseguiria voltar a bater Antonelli. Mas seis corridas se passaram desde então, e só no GP da Áustria Russell se sentiu mais à vontade com o carro. Mas ele teve que mudar seu estilo para vencer no Red Bull Ring. As provas de Mônaco e, principalmente, da Espanha (em que ele tirou pontos de Antonelli por conta de uma quebra do companheiro) mostraram para o britânico que não era, afinal, só uma questão de sorte: Antonelli entendeu mais rapidamente como tirar melhor proveito do regulamento novo da F1. Aprendeu rápido, como fez por toda a carreira meteórica, que lhe permitiu liderar com folga o campeonato ainda como adolescente. E Russell ficou indo de espiral negativa em espiral negativa, como se, a cada prova, percebesse que a janela de oportunidade que acreditava ter para bater Antonelli se fechou mais rápido do que ele esperava. A última delas teve a ver com a velocidade de reta de sua Mercedes, menor que a do companheiro em Silverstone e em Spa. Como são duas pistas em que o rendimento do motor depende muito do recarregamento da bateria, o principal suspeito era ele mesmo, e seu estilo de pilotagem. Russell fez mais adaptações e não viu o resultado que queria. Antes do GP da Hungria, a Mercedes disse ter encontrado algo na administração do motor dele, sem dar muitos detalhes. No último final de semana, contudo, ele voltou a andar atrás de Antonelli o tempo todo. Ele teve todos os tipos possíveis de problemas, é verdade. Mas, mesmo quando tudo estava dando certo, perdeu mais do que ganhou de Antonelli. É pouco para quem ficou três anos na Williams acreditando que estava esperando demais para ter sua chance. E para quem ainda teve outros quatro anos para trazer toda a Mercedes para si. O prejuízo no campeonato é de 59 pontos. Em um ano de muitas quebras para a Mercedes, não é impossível ir buscar. O desafio é fazer isso enquanto o outro lado da garagem não para de aprender. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.