Chevrolet Tracker vale a pena? Veja os pontos fracos e fortes do SUV

admin
30 Jul, 2026
Principal SUV da Chevrolet no país há alguns anos, o Tracker sentiu pouco a chegada dos novos concorrentes entre os compactos. Em 2026, durante o primeiro semestre, emplacou 29.224 unidades, atrás apenas de VW T-Cross (48.049) e Hyundai Creta (35.929). O bom desempenho não acontece por acaso. Oferecida desde 2020 e renovada em 2025, a geração atual do SUV combina motores turbo, pacote de equipamentos interessante e a ampla rede de concessionários da marca norte-americana. Ao mesmo tempo, também convive com algumas limitações e polêmicas, especialmente diante da evolução dos rivais mais recentes e da chegada de modelos eletrificados. Mas, afinal, o Chevrolet Tracker ainda vale a pena? A seguir, reunimos os principais pontos fortes e fracos do SUV para ajudar quem está pensando em levá-lo para a garagem. Linha vai desde a versão Turbo AT, com calotas e sem rack de teto, e chega à RS, com visual mais esportivo Foto de: Motor1 Brasil Muitas versões A linha Tracker segue a mesma lógica do VW T-Cross e de outros modelos mais tradicionais do segmento, começando com uma versão logo abaixo dos R$ 120 mil — estrategicamente posicionada no limite para se enquadrar nas isenções para PcD — e chegando à casa dos R$ 180 mil em suas versões mais sofisticadas. Com isso, a marca conquista um público que talvez estivesse olhando um carro menor, como um Onix, e o leva a um produto maior e tecnicamente mais refinado dentro da gama, ainda que em configuração mais simples. Cara de Blazer Reestilizado durante o centenário da General Motors no país, o SUV ganhou visual alinhado aos novos modelos oferecidos pela Chevrolet lá fora, em especial à linha Equinox e ao Blazer EV. As modificações ficaram concentradas especialmente na dianteira, que passou a contar com conjunto óptico duplo, além de grade maior e alinhada aos faróis. Na traseira, a norte-americana foi mais comedida e limitou-se a trocar as lentes das lanternas, agora do tipo translúcido, mas o suficiente para dar um ar de novidade ao carro. Telas e mais telas As mudanças da reestilização também chegaram ao interior do Tracker, que já carecia de novidades há algum tempo. O SUV era um dos últimos de sua categoria a ainda contar com painel de instrumentos analógico, além de multimídia mais antiga, e também já estava ultrapassado quando comparado à linguagem dos Chevrolet oferecidos em outros mercados. Longe de ser disruptiva, a atualização manteve boa parte do painel e dos forros de porta já conhecidos desde 2020, mas agora há novo painel de instrumentos digital com tela de 8" e a nova central multimídia MyLink com tela de 11", de série desde a versão LT e que também estão espalhados por todo o restante da linha da marca. De positivo, a marca também manteve os botões físicos para a maioria dos comandos, caso do ar digital, do volume da tela central, das travas elétricas, entre outros. Motores turbo O grande diferencial do Tracker para o Sonic e também para o Onix é a presença do propulsor 1.2 turbo, da mesma família CSS Prime. De injeção direta, tem até 141 cv e 22,9 kgfm de torque, bem mais do que os 115 cv e 18,9 kgfm do propulsor 1.0. Já no consumo, alcança 7,6 km/l e 9,7 km/l com etanol, enquanto, com gasolina, os números sobem para 11 km/l e 13,7 km/l, respectivamente. E, por ser da mesma família, também compartilha a polêmica correia banhada a óleo de outros Chevrolet nacionais. A marca fez modificações no material durante a reestilização e também ampliou o prazo da garantia para até 240.000 km. Em breve, ele também deverá ser o primeiro híbrido flex nacional da marca, utilizando sistema leve de 48 volts, como há no Jeep Renegade e em outros rivais. Porta-malas está entre os menores Segundo a Chevrolet, todas as versões do Tracker podem levar até 393 litros no porta-malas, ou apenas 1 litro a mais do que o novato Sonic. Apesar de não ser dos maiores da categoria, acomoda bem malas e outros pertences, fruto de seu bom volume interno, sem muito espaço "perdido" pelo desenho das caixas de rodas. O acesso pela tampa também é bem largo, permitindo que objetos grandes possam ser colocados sem grandes dificuldades. Ainda assim, o porta-malas do Tracker é hoje um dos menores de sua faixa de preço, bem atrás de modelos como os também veteranos Renault Duster, com 475 litros, e Fiat Fastback, com 516 litros, mas próximo ao do líder VW T-Cross, que pode ir de 373 litros, com o encosto traseiro em posição normal, até 420 litros ao usar um mecanismo que deixa o encosto mais reto, prejudicando o conforto, mas dando mais espaço para bagagens. Fotos de: Motor1 Brasil Fotos de: Motor1 Brasil Espaço já não se destaca Se a comodidade dos botões, fruto do projeto mais antigo, ainda agrada, não podemos dizer o mesmo do espaço interno. Curiosamente, o entre-eixos é menor do que o do Onix Plus, com 2.570 mm contra 2.600 mm do sedã. Comparado com os concorrentes, o Tracker só não perde para o Fiat Fastback, também fruto de um projeto mais antigo e que possui apenas 2.533 mm. Com 1.791 mm de largura e 1.626 mm de altura, o Tracker é confortável para até quatro passageiros adultos, e só. Quem vai atrás também tem poucas comodidades, já que não há saída de ar em nenhuma versão. Foto de: Motor1 Brasil Foto de: Chevrolet Nova geração será irmã do Creta e chega até o fim da década Reestilizado há cerca de um ano e meio, o Hyundai Creta já se prepara para uma renovação completa em breve. E, ao que tudo indica, causará uma verdadeira dança das cadeiras dentro da marca sul-coreana e da rival Chevrolet. Isso porque, como já se sabe, Hyundai e Chevrolet assinaram um acordo de compartilhamento e colaboração para seus novos projetos compactos, sendo o primeiro dessa nova linha o i20. Mas, ao que tudo indica, haverá um terceiro elemento dentro dessa nova família. O desenvolvimento da família de compactos ficará com a Hyundai, mas isso não significa que haverá um Onix com cara de HB20 ou um Tracker com cara de Creta, apenas com o logotipo trocado. O comunicado deixa claro que compartilharão plataforma e alguns componentes, mas o design interno e externo ficará a cargo de cada empresa, com seu respectivo DNA. Fica a questão sobre a mecânica, principalmente a híbrida, se será compartilhada ou se cada uma terá a sua. Isso acontecerá entre 2028 e 2030. Leia mais Chevrolet S10 Trail Boss chega às lojas com preço de R$ 341.290 História: Chevrolet Prisma foi sedã que não conseguiu substituir o Classic "Na boca do Gol", diz VP da Chevrolet sobre híbrido flex nacional Do Celta ao Sonic: planta da Chevrolet em Gravataí (RS) chega às 5 milhões de unidades