Panamá lança plano nacional para impulsionar investimentos em IA e semicondutores
31 Jul, 2026
| Mobile Time Latinoamérica | O Governo do Panamá apresentou a Agenda Nacional de Tecnologias Avançadas , uma estratégia com a qual busca posicionar o país como uma referência regional em inteligência artificial , semicondutores e microeletrônica. Durante o lançamento, liderado pelo presidente José Raúl Mulino, foram apresentadas a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial e a Estratégia Nacional de Semicondutores e Microeletrônica , dois planos que pretendem fortalecer a competitividade do país por meio do desenvolvimento de talentos, infraestrutura digital, inovação e um marco regulatório para essas tecnologias. Um dos anúncios foi o investimento de US$ 105 milhões para desenvolver a estratégia nacional de semicondutores. O presidente destacou que o Panamá conta com um Centro de Tecnologia Avançada de Semicondutores na Universidade Tecnológica do Panamá e que estudantes panamenhos estão cursando mestrados e doutorados no Arizona para fortalecer a formação de talentos especializados que essa indústria demandará. Hub de IA Na área de inteligência artificial, o Governo busca transformar o país no “Hub Confiável de Inovação em Inteligência Artificial da América Latina” , aproveitando sua posição geográfica, conectividade internacional, plataforma logística e estabilidade econômica. A estratégia contempla o fortalecimento da infraestrutura de computação, a formação de profissionais, o desenvolvimento de marcos de governança, a atração de investimentos e a adoção de IA em setores como saúde, logística, finanças, telecomunicações, agricultura e serviços públicos. Como parte do fortalecimento do capital humano, Mulino anunciou 10 mil bolsas de estudo do programa Talent Up Panamá , desenvolvido em conjunto com o Google, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Universidade Tecnológica do Panamá, voltadas para inteligência artificial, análise de dados, computação em nuvem e cibersegurança. Além disso, a Senacyt abriu novas chamadas para estudos de pós-graduação em IA, semicondutores e microeletrônica. Paralelamente, a Assembleia Nacional discute um projeto de lei sobre governança adaptativa para a inteligência artificial, com o objetivo de estabelecer um marco jurídico baseado em riscos, proteger os direitos dos cidadãos e oferecer maior segurança para os investimentos em tecnologia. Cadeia de semicondutores As iniciativas também buscam fortalecer a inserção do Panamá na cadeia global de fornecimento de semicondutores. Embora o país não pretenda competir inicialmente na fabricação de chips avançados, quer desenvolver capacidades em projeto de circuitos integrados, produção de placas eletrônicas, montagem, testes e encapsulamento de semicondutores, além de serviços logísticos especializados para essa indústria. O Panamá também anunciou recentemente sua adesão à Pax Silica , aliança liderada pelos Estados Unidos para fortalecer as cadeias de suprimento de inteligência artificial e semicondutores, juntamente com economias como Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido. Segundo o Governo, essa participação busca consolidar o país como um parceiro estratégico dentro do ecossistema tecnológico internacional. De acordo com a estratégia nacional, a inteligência artificial poderá gerar entre US$ 1,1 trilhão e US$ 1,7 trilhão em valor anual para a América Latina até 2030 e aumentar o crescimento da produtividade regional entre 1,9% e 2,3% , razão pela qual o Panamá busca posicionar-se não apenas como usuário dessas tecnologias, mas como um ator regional em seu desenvolvimento e implementação responsável.