Menos exigente: 5 coisas que você deve abrir mão ao comprar um carro usado
23 Aug, 2026
Resumo Se você quer se dar bem no mercado de carros usados, precisa abrir mão de algumas exigências. Meu trabalho é procurar e avaliar carros usados, e uma das coisas que mais percebo é que, nesse mercado, ser flexível pode fazer toda a diferença. Quando você compra um carro novo, chega à concessionária e escolhe praticamente tudo: versão, cor e opcionais. No mercado de usados, não funciona assim. Se você ficar preso a um modelo exatamente do jeito que imaginou, pode acabar deixando passar uma excelente oportunidade simplesmente porque ela não atende a todos os seus critérios. Por isso, vou apresentar cinco coisas que recomendo que você esteja disposto a abrir mão na hora de escolher um carro usado. A primeira é uma questão básica: será que você realmente precisa daquilo que está procurando? Será que precisa de um SUV? Será que precisa de um carro blindado? Muitas vezes, a pessoa acaba focando em características que, na prática, não são necessárias para a sua rotina. A segunda coisa é não ficar preso a uma versão específica, principalmente à versão topo de linha. No mercado de usados, muitas vezes você encontra uma versão intermediária em perfeitas condições. Pode até aparecer uma versão de entrada muito bem cuidada. Então, por que abrir mão de um carro excelente só porque ele não é a versão topo de linha? A terceira coisa é parecida com a segunda, mas diz respeito aos opcionais. Um bom exemplo é o teto solar. Muitos carros oferecem esse item como opcional e, quando chegam ao mercado de usados, algumas pessoas só querem saber daqueles que têm teto solar. Mas e se aparecer para você um carro excelente sem teto solar? Você vai abrir mão dele e escolher um carro apenas razoável porque tem o opcional que você queria? Para mim, não faz sentido. A quarta coisa são as cores. Por que ficar preso apenas às opções tradicionais? Muita gente me diz: "Eu quero prata, preto, cinza ou branco". Mas qual é o problema do vermelho? Do azul? Do verde? De repente, aparece um excelente carro azul ou vermelho, muito bem conservado, e você vai deixar de comprar porque queria exclusivamente uma cor tradicional? Também não faz sentido. "Ah, mas depois é difícil de revender." Isso é um mito. Carro bom vende, independentemente da cor. Por fim, a quinta coisa é a quilometragem. Nem sempre um carro que rodou menos é melhor do que um que rodou mais. Imagine, por exemplo, um carro com quilometragem mais alta, mas que passou boa parte da vida rodando na estrada. O motor trabalhou em rotações mais baixas e de maneira mais constante. Esse uso pode ter sido até melhor do que o de um carro que rodou menos, mas passou a maior parte do tempo enfrentando trânsito e outras condições de uso severo. Por isso, a quilometragem, sozinha, não garante um bom negócio. O mais importante é analisar o conjunto do carro, seu histórico, estado de conservação e como ele foi utilizado.