EXCLUSIVO: JAC promete rival de Commander e Tiggo 8 para novembro
25 Aug, 2026
Poucos dias após visitarmos a única concessionária da JAC Motors ainda em operação no Brasil, a equipe de comunicação da marca confirmou que a empresa comandada por Sérgio Habib deverá voltar a ampliar sua linha de carros de passeio até o fim deste ano. Ao contrário do subcompacto elétrico E-JS1 vendido atualmente, a chinesa planeja entrar no segmento de SUVs médio-grandes com o JS8 Pro, modelo de sete lugares que se aproxima em porte de Jeep Commander e CAOA Chery Tiggo 8. Segundo a marca, a previsão é apresentá-lo no Brasil em meados de novembro. JS8 Pro tem porte de Jeep Commander Ainda de acordo com Nicolas Habib, COO da marca no país, mais detalhes do pacote para o Brasil ainda não foram fechados, mas, olhando a ficha técnica disponível lá fora e também a unidade que vimos de perto na concessionária do Limão, na zona norte de São Paulo, as medidas são bem próximas às de outros SUVs de sete lugares vendidos hoje na faixa dos R$ 200 mil. Lá fora, o JS8 Pro aparece com 4,83 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,76 m de altura e 2,83 m de distância entre-eixos. Isso o deixa bastante próximo do Jeep Commander, por exemplo. O SUV da JAC, no entanto, é cerca de 6 cm mais comprido, praticamente 1 cm mais largo e tem aproximadamente 3,5 cm extras entre os eixos. A diferença mais perceptível aparece na altura, já que o chinês supera o Jeep em cerca de 7 cm. Fotos de: Thomas Tironi Fotos de: Thomas Tironi A marca também informa 418 litros de capacidade para o porta-malas em seu site internacional, chegando a 1.253 litros com os bancos traseiros rebatidos. A JAC, porém, não especifica o método utilizado para chegar a esses números, por isso não é possível compará-los diretamente aos volumes divulgados no Brasil, geralmente medidos pelo padrão VDA. Já na motorização, a marca fala apenas em um motor 1.5 turbo. Ao contrário dos carros oferecidos pela chinesa desde 2019 - com exceção da picape Hunter -, ele não terá nenhum tipo de eletrificação, possivelmente seguindo uma receita bastante comum entre produtos a combustão vindos da China, com motor de quatro cilindros a gasolina. Caso siga a configuração oferecida lá fora, deve usar um 1.5 TGDI de 182 cv e 30,6 kgfm. A tração é sempre dianteira, com suspensão McPherson na frente e eixo de torção atrás, acompanhada por uma transmissão automatizada de dupla embreagem e quatro modos diferentes de condução. Foto de: JAC Motors Brasil Traseira lembra Kia e cabine tem jeito de Hyundai O JS8 Pro que será vendido por aqui já foi fotografado pelo Motor1 Brasil e adota uma receita visual relativamente convencional para um SUV desse tamanho. Na dianteira, a enorme grade ocupa boa parte do para-choque e é acompanhada por iluminação dividida em dois níveis, enquanto o perfil tem linha de cintura alta e uma grande área envidraçada. É na traseira que surge uma referência bastante familiar. As lanternas são conectadas por uma faixa horizontal que atravessa a tampa e terminam em elementos verticais nas extremidades, solução que lembra bastante o desenho adotado pelo Kia Seltos mais recente. Não significa que os carros tenham qualquer relação entre si, mas a semelhança visual está lá. Foto de: JAC Motors Brasil Por dentro, outra marca coreana vem à cabeça. O volante de quatro raios e miolo quase retangular remete aos Hyundai mais novos, enquanto painel de instrumentos e central multimídia aparecem alinhados horizontalmente sobre o painel, como nos novos Chevrolet. O console central elevado traz seletor giratório de marchas, dois porta-copos e poucos comandos físicos. O acabamento mistura superfícies pretas com peças que imitam madeira e uma faixa de iluminação ambiente que se estende pelo painel e pelas portas. Pelas imagens, o JS8 Pro também aposta bastante na sensação de espaço, algo esperado em um SUV com 2,83 metros entre os eixos e três fileiras de bancos. Foto de: JAC Motors Brasil SUV não é a primeira promessa de Habib Vale dizer que, apesar da promessa para o fim do ano, a JAC acumula um histórico de modelos anunciados ou mostrados no Brasil que acabaram não chegando efetivamente às lojas. O E-JS3, por exemplo, chegou a ter versões homologadas e ficou em exposição em concessionárias da chinesa, mas nunca foi colocado de fato à venda. Em outras ocasiões, a marca também falou sobre a chegada de um SUV híbrido plug-in, ainda na época em que mantinha uma rede maior de lojas e uma gama bem mais completa no país. De todo modo, a JAC ainda tenta recuperar ao menos parte da relevância que teve durante seus primeiros anos no Brasil. Em 2011, vendeu 23.723 veículos e anunciou até mesmo planos de produção nacional do J3. A mudança das regras para importados e o aumento da tributação durante o programa Inovar-Auto pesaram sobre a operação de fabricantes que dependiam de veículos trazidos de fora, especialmente as chinesas e também a coreana Kia. Algumas acabaram deixando o mercado brasileiro nos anos seguintes, como a Lifan, enquanto outras reduziram bastante suas operações antes da nova onda de marcas chinesas eletrificadas nesta década. Leia mais EXCLUSIVO: Brasil terá duas JAC ao mesmo tempo, explica executivo EXCLUSIVO: JAC culpa BYD por não conseguir vender rival de Dolphin Mini JAC Caminhões chega ao Brasil sem Sérgio Habib; veja os modelos Acredite se quiser: JAC passa Toyota e vira a líder do mercado... na Venezuela!