Diniz pede paciência com garotos da base e detalha cuidados com desfalques no Corinthians

admin
30 Aug, 2026
Diniz pede paciência com garotos da base e detalha cuidados com desfalques no Corinthians Para a partida contra o Santos, neste domingo, pela 25a rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentou um cenário adverso ao somar nove desfalques. Entre as ausências mais sentidas no setor de criação estiveram os experientes André Carrillo e Jesse Lingard, situação que forçou mudanças na estrutura tática da equipe. Após o apito final na Neo Química Arena, o técnico Fernando Diniz explicou a escolha pelo jovem Dieguinho entre os titulares no Clássico Alvinegro e detalhou o motivo da preservação do meia peruano. "O Dieguinho era uma das possibilidades para jogar. O Carrillo também era uma opção, se estivesse em condições plenas, mas ele sentiu uma dor na posterior que preferimos preservar, já que vinha de uma sequência grande de jogos e não se sentia seguro durante a semana. Como já estávamos com vários desfalques do meio para a frente, achamos melhor preservá-lo para este jogo. Não há lesão muscular, mas havia sinais importantes que precisávamos respeitar", revelou. A ausência de Jesse Lingard aumentou as opções reduzidas de Diniz para o setor ofensivo. De acordo com o clube, o inglês ficou fora do clássico por conta de um quadro viral e não apresentou condições para atuar. O comandante alvinegro comentou o imprevisto e justificou a aposta no garoto da base para suprir as lacunas. "O Jesse teve um quadro viral e também não tinha condições de ir para a partida. Por isso o Dieguinho foi o escolhido: é um jogador que sabe atuar naquela função, já jogou e treinou tanto aberto quanto flutuando por dentro", relembrou. Apesar da derrota em casa, o treinador fez questão de blindar as promessas do clube contra avaliações precipitações ou cobranças excessivas por conta do resultado negativo. Diante dos questionamentos sobre o rendimento das pratas da casa, como Dieguinho e Gui Negão, o técnico enfatizou que oscilações são naturais e fazem parte da maturação profissional. "Não considero uma frustração, acho que faz parte do desenvolvimento dos jogadores. O Dieguinho é um jogador de muita técnica, com uma condição física privilegiada, rápido e agil. É uma questão de amadurecimento. Se agirmos dessa forma — querendo colocar os meninos, mas considerando uma frustração quando não jogam bem —, não temos por que lançá-los", defendeu. Seguindo na defesa do planejamento voltado às categorias de base, o treinador pontuou que a oscilação em jogos grandes exige paciência e respaldo por parte da comissão e da diretoria. Para o comandante, dar rodagem aos jovens em momentos de pressão é um passo fundamental no processo de transição para o time principal. "Já é difícil lançar garotos. Temos que saber cuidar, exigir e avaliar; isso precisa de tempo e espaço. Hoje houve espaço para colocar o Dieguinho, ele tentou dar o seu melhor, e o Gui Negão da mesma forma. Repito: não considero uma frustração, faz parte do processo", enfatizou. Atletas entregues ao departamento médico e semana cheia de treinamentos Aprofundando os detalhes clínicos do departamento médico, Diniz voltou a abordar a situação de Carrillo para afastar boatos de um agravamento físico. O técnico explicou que a decisão de poupar o atleta partiu de um cuidado preventivo, visto que o setor de ataque já acumula baixas importantes por lesões musculares semelhantes. "O Carrillo tinha um edema, mas não ficou fora por conta disso. O edema, inclusive, regrediu durante a semana. Ele só não jogou porque não reuniu condições e não estava seguro em campo. Com o alto número de atletas no departamento médico, principalmente no setor ofensivo, achamos melhor não arriscar. Não é porque tivemos uma semana livre de treinos que tínhamos que correr esse risco com o Carrillo. Já temos o Yuri tentando voltar e o próprio André, todos com problemas na região posterior da coxa. Se fosse em um músculo diferente, poderíamos até ter arriscado, mas é uma musculatura muito exigida pelos jogadores", ponderou. Além da dupla citada anteriormente, outras seis baixas do Timão seguem entregues ao departamento médico. Na defesa, André Ramalho permanece em tratamento de labirintite. No meio-campo, André Luiz se recupera de uma lesão muscular de grau 2 na coxa direita, ao passo que Zakaria Labyad trata uma lesão no menisco e a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, problema que o tirou do restante da temporada. O ataque concentra a maior quantidade de desfalques. Yuri Alberto se recupera de uma lesão de grau 2 na coxa direita e, apesar da boa evolução física, sentiu dores durante a atividade de quinta-feira e foi preservado do clássico. Vitinho, por sua vez, segue em recuperação de uma cirurgia no menisco do joelho esquerdo, enquanto Kayke não atua mais em 2026 após romper o ligamento cruzado anterior em abril. Além dos problemas de escalação, a postura apática do time em campo virou alvo de cobranças. Mesmo após contar com dias exclusivos para treinamentos e ajustes táticos ao longo da semana, o Corinthians não conseguiu impor seu ritmo de jogo. Diniz reconheceu a cobrança justa das arquibancadas e admitiu que o desempenho ficou devendo futebolisticamente. "Em relação à semana, entendo perfeitamente a frustração do torcedor, ainda mais pelo público que esteve aqui hoje, o quarto maior da Arena. A torcida merecia um resultado e um desempenho melhores. Tínhamos que ter jogado com mais intensidade e agressividade, como disse antes; acho que isso faltou", lamentou. Na visão do comandante, o período livre no calendário não é garantia automática de boas atuações caso a entrega física e mental no dia do jogo não corresponda. Ele destacou que a equipe apresentou atuações muito superiores em momentos de maratona de jogos do que na partida deste domingo. "E já mencionei em outras oportunidades: não é porque se tem uma semana livre que tudo vai mudar magicamente. Tivemos sequências de jogos sem tempo para treinar em que fomos muito mais intensos do que no jogo de hoje. A nossa intensidade, principalmente no primeiro tempo, tinha que ter sido outra. Precisávamos ter sido mais intensos, mostrado mais agressividade e criado mais oportunidades", cobrou. Com o resultado, o Corinthians permanece com 32 pontos somados em 25 partidas. O revés fez o Timão perder a oportunidade de se aproximar da zona de classificação para a Libertadores, mantendo o clube na décima colocação do Brasileirão. Ciente da pressão por resultados, o treinador analisou o desafio de rodar o elenco e gerenciar as energias entre a busca por reabilitação no torneio nacional e o mata-mata continental. "Essa é uma conta que vamos ter que saber administrar. No final das contas, seremos avaliados mais pelo resultado do que pela boa ou má gestão. Então, precisaremos conciliar isso. A ideia para esses três jogos era somar muito mais pontos do que somamos — afinal, não conquistamos nenhum ponto em três partidas, sendo duas delas em casa", ressaltou. "Agora, no Brasileiro, vamos ter que pontuar independentemente de quem jogar. Para o próximo jogo, avaliaremos a melhor estratégia, pois jogamos no domingo e, já na quarta-feira (dia 9 de setembro), temos o primeiro confronto decisivo contra o Estudiantes. Teremos que nos virar no Campeonato Brasileiro e, quando chegar a Libertadores, estar com carga máxima e fazer o nosso melhor para avançar", finalizou. Em busca de se reabilitar na temporada, a equipe comandada por Diniz terá mais uma semana cheia de trabalhos e retorna aos gramados somente no próximo domingo. Às 19h30, o Corinthians recebe a Chapecoense, pela 26a rodada do Campeonato Brasileiro.