Um suco de amadorismo

admin
31 Aug, 2026
Social cogitar "Everest" e Renato Gaúcho é acinte Foto: Divulgacao Não bastava a derrota do Botafogo, ou melhor, do Boavista para o inominável por 3 a 0, no último domingo (30), no Maracanã, no domingo (30), pela rodada 25 do Campeonato Brasileiro. Em um clube em crise, a pior notícia é sempre a próxima. No Glorioso, esta regra é elevada à décima oitava potência. Não era suficiente chegar em casa com a cabeça explodindo após uma goleada para o maior rival. Faltava a chave de ouro: Renato Gaúcho especulado no Mais Tradicional. Quem pensou neste nome ofende o botafoguismo, desconhece a história da instituição e quer provocar indigestão na própria torcida. Sim! Dos mesmos que retardaram a saída de Franclim Carvalho, atiraram Rodrigo Bellão aos leões, ressuscitaram dinossauros, falaram em Jair “Everest” Ventura e enfiaram um ex-diretor do Boavista na delegação. Um suco de amadorismo da turma que busca completar o projeto de destruição esportiva da SAF, aparelhar o clube com pessoas próximas ao presidente e levar o Botafogo de volta ao século passado. Mesmo que o dono do circo ainda demore a assumir, a cúpula do associativo não pode ficar sequer mais um dia à frente do futebol alvinegro. Desmoronando Portaluppi é deus no Grêmio e ídolo no Fluminense. No Botafogo, figura como persona non grata por conta de sua conduta na final do Campeonato Brasileiro de 1992. E aqui não é sobre guardar rancor ou ficar preso ao passado. É sobre alguém que não se arrependeu de trair a confiança do clube onde trabalhava. O próprio Renato fechou as portas para si mesmo há 34 anos e já declarou estar cansado do futebol. Tomara, então, que mantenha este raciocínio e permaneça na Praia de Ipanema! Minimizaria, assim, a vergonha alheia pela falta de amor próprio destes dirigentes. Além do histórico, o treinador foge completamente do perfil da gestão da era SAF. Aliás, o Botafogo parece se distanciar cada vez mais do conceito que começou em março de 2022 e gerou grandes resultados, com scout gabaritado e um corpo de profissionais do mercado. É extremamente dolorido acompanhar este desabamento da estrutura do futebol. Tempos de cólera. O Glorioso está se desmanchando. *Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.