Primeiras impressões de Resident Evil: filme apresenta protagonista inédito e com carisma

admin
9 Sep, 2026
“Pronto, me acalmei e agora consigo escrever”: foi exatamente isso que eu falei antes de começar esse texto. O novo filme do Resident Evil estreia na próxima semana, dia 17 de setembro, mas algumas pessoas tiveram a oportunidade de assistir um pouco do filme já nesta semana. O filme chega em meio a expectativas, nem todas boas, como mais um produto da saga de sucesso que começou em 1996 e permaneceu exclusiva aos consoles até 2002, quando foi para os cinemas. O novo filme é dirigido por Zach Cregger e protagonizado por Austin Abrams, e já chega com um diferencial proposto pelo diretor, que disse nunca ter assistido nenhuma das adaptações anteriores e que não seguiria nenhuma das histórias já existentes no jogo. O Minha Série teve a oportunidade, a convite da Sony Pictures e da Agência Primeiro Plano, de ver 30 minutos do filme e te conta aqui as primeiras impressões. Qual é a história do novo Resident Evil? Austin Abrams é o protagonista do novo filme. Foto: Sony Pictures/Divulgação. O estranhamento dos fãs da franquia pode começar logo na narrativa. O filme acompanha Bryan, um entregador que precisa levar sua encomenda para... É, Raccoon City. O personagem não existe nos jogos e, pelos poucos minutos vistos, parece estar longe de ser um grande herói de ação. Esse fator que pode incomodar muitos fãs, mas também pode ser um ponto forte para telespectadores menos conectados aos jogos. Com pouca experiência de jogatina, não tendo crescido com nenhum apego emocional a essas histórias, confesso que gostei de assistir uma pessoa ordinária enfrentando os seres de Resident Evil. Os 30 minutos exibidos são completamente preenchidos, com um ritmo perfeito e com o carisma inegável de Austin Abrams, além de outros recursos que deixam a obra extremamente imersiva. POV utilizado com maestria Falar que Zach Cregger descartou os jogos nessa adaptação é forçar a barra. O filme remete muito a uma gameplay de Resident Evil: planos em primeira pessoa, iluminação extremamente estratégica e o instinto de sobrevivência obrigando o protagonista a agir. Talvez os amantes da franquia sintam falta de um protagonista mais imponente, mas o tom cômico de Abrams complementa muito o absurdo de lidar com um mundo apocalíptico. O som, como em qualquer bom filme de terror, te guia pela experiência. Percebi que, mesmo que eu soubesse que levaria sustos, eu estava sendo quase que manipulada pelos efeitos sonoros e pelo alívio cômico de Bryan que acabei me entregando à história, sem conseguir me esquivar dos jumpscares (que, vale mencionar, são muitos para um período tão curto). Afinal, será que o filme vai valer a pena? Assistir 30 minutos foi quase como tirar o pirulito da boca da criança, o pirulito representando uma ótima direção combinada a um protagonista à altura e a criança sendo uma grande amante de bons filmes. Vale ressaltar que essa criança aqui estava com o coração disparado e irritada por levar tantos sustos seguidos, exatamente como eu queria e esperava sair desse filme. Ainda assim, mesmo sem toda a história ainda, com certeza vale a volta para dar uma chance para a obra toda.