Não está na hora da TV aberta parar de dar espaço para subcelebridades?

admin
11 Sep, 2026
Não está na hora da TV aberta parar de dar espaço para subcelebridades? Resumo Ao longo desta semana, um nome tomou conta do noticiário sobre os bastidores da televisão: Carol Lekker. Após quase sete meses como uma das apresentadoras do "Fofocalizando", do SBT, a morena declarou aos quatro ventos que precisou se demitir porque não tinha como se manter em São Paulo com um salário mensal de R$ 10 mil. Detentora do título de Miss Bumbum 2022 e com dois reality shows no currículo (o esquecível "A Grande Conquista" e "A Fazenda"), ela ganhou um espaço desproporcional ao seu preparo em uma das maiores emissoras do país e o que ofereceu em troca foi uma sequência de polêmicas vazias. Além de expor seus ganhos, Carol causou um grande desconforto quando teceu críticas desrespeitosas a Eliana há pouco mais de um mês. Fora do SBT, Carol não ficou nem 24 horas desempregada. Ela já se acertou com a Record para comandar o Link TV, canal da emissora no YouTube, e fez questão de dizer que está ganhando quase o triplo do que recebia no antigo canal. É de se admirar que uma subcelebridade com tão pouca bagagem e cujos grandes feitos foram barracos protagonizados em reality shows consiga se reposicionar tão facilmente enquanto profissionais experientes e qualificados seguem longe do vídeo. São inúmeros os exemplos de apresentadores e jornalistas que estão à disposição no mercado: Carla Vilhena, Zeca Camargo, Astrid Fontenelle, Cátia Fonseca, Rosana Jatobá, Sabrina Parlatore, Lorena Calábria, entre outros. Todos eles poderiam encabeçar projetos nas diferentes emissoras abertas que insistem em contratar personalidades que só são conhecidas por viverem de factoides que alimentam páginas de fofocas nas redes sociais. Subcelebridades, como Carol Lekker, têm pouquíssimo a acrescentar a qualquer atração que tenha o mínimo de conteúdo. Mesmo em programas considerados mais frívolos, como aqueles que debatem a vida pessoal de famosos, é preciso ter o mínimo de bom senso, ética e jogo de cintura para ser um dos apresentadores. Já passou da hora de as emissoras reverem os critérios de contratação e interromperem esse ciclo vicioso e imediatista de dar espaço para gente que que tem apelo midiático por acumular polêmicas, mas que não possui qualquer formação para ser um comunicador responsável por dialogar com um público amplo. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.